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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Estige (Στυξ)


Ninfa primogênita filha de Oceano e Tétis¹, é o rio do ódio que corre pelo submundo junto ao Aqueronte, Cócito, Flegetonte e Lete. Casou-se com Palas e teve com ele Bia, Cratos, Niké e Zelo².

Ela é o rio que corre pelo Hades, dando nove voltas ao seu redor e separando o mundo dos vivos do mundo dos mortos. É ele o rio que Caronte cruza, ao levar as almas dos mortos que tinham como pagar a travessia. 

Diz-se que quando a Titanomaquia ocorreu, Zeus chamou os outros deuses para combaterem a seu lado, e Estige foi a primeira a atender ao chamado, junto de seus quatro filhos. Finda a guerra, Estige é transformada na deusa dos juramentos. Quando alguém jurava pelo Estige, quebrar tal juramento significava maldições terríveis. Para os homens, a morte, enquanto para os deuses a petrificação, perda da imortalidade ou da voz por nove anos. Em algumas versões, ela é tomada antes, levada por Íris, enquanto em outras ela é tomada depois, e a perda da voz dá-se pelo fato de suas águas serem muito podres.

Além de manter os juramentos, suas águas também tinham propriedades miraculosas, como a concessão da invulnerabilidade. Quando Tétis mergulhara o filho Aquiles em suas águas, sua pele ficara invulnerável, exceto por seu calcanhar, por onde a mãe segurava o filho ao fazer isso. Por isso, o calcanhar era o único ponto fraco do herói, o que levou-o à sua ruína, quando é morto durante a guerra de Tróia. Dizia-se que sua água matava homens e animais, além de enfraquecer metais nela mergulhados.




¹Em algumas versões, Nix e Érebo.
²Em outras versões, Eos também está nesta lista.
Agradecimento à equipe da Redatoms e do jogo Pantheon the Legends pela arte da imagem. Não possuem vínculo com o que é escrito neste blog.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Flegetonte (Φλεγέθων / Πυριφλεγέθων)


Um dos cinco rios do submundo, ao lado de Aqueronte, Cócito, Estige e Lete. É o rio de fogo que passa pelo Tártaro, chamado também de Piriflegetonte, por ser um rio cujas águas estão em constante combustão.

Filho de Cócito, desaguava nele, sendo sua em junção formada uma cascata, se tornando o Aqueronte, apesar de em algumas versões circular no sentido contrário ao rio congelante. 

Sua extensão cercava o Tártaro, de modo a não deixar nenhuma escapar, sendo lá também o melhor lugar a se jogar as almas daqueles que fossem culpados, pois queimariam sem poder morrer. Ela preservava os maus, de modo a conservá-los antes de irem para o campo de punição. Com águas curativas, ele mantinha os sofredores vivos, de modo a fazê-los sofrer ainda mais.




Agradecimento à equipe da Redatoms e do jogo Pantheon the Legends pela arte da imagem. Não possuem vínculo com o que é escrito neste blog.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Cócito (Κωκυτός)


Um dos cinco rios do submundo junto de Aqueronte, Estige, Flegetonte e Lete, é o rio das lamentações, chamado também de rio das lágrimas. Ficava próximo à entrada do Hades, correndo paralelamente ao Estige e ao Flegetonte, sendo esses os rios os quais Caronte atravessava ao levar as almas. No local em que encontrava o Flegetonte, era formada uma cascata.

Suas águas eram extremamente frias e salgadas, fruto das lágrimas das almas as quais, por não terem sido sepultadas corretamente ou não terem como pagar Caronte, ficavam vagando em seus bancos por centenas de anos, até que pudessem comparecer perante os três juízes do submundo, para enfim conhecerem sua sorte definitiva.


Agradecimento à equipe da Redatoms e do jogo Pantheon the Legends pela arte da imagem. Não possuem vínculo com o que é escrito neste blog.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Lete (Λήθη)


Uma das náiades, filhas da deusa da discórdia Éris, é um dos rios do submundo, além de Aqueronte, Cócito, Estige e Flegetonte. Dentre estes, é o rio do esquecimento. Na maioria das versões, ele flui ao redor da caverna de Hipnos, o deus do sono, local onde seu murmúrio induzia a sonolência, somado ao fato de ser um rio que corria lenta e silenciosamente, cujo curso tranquilo não deixava ouvir-se nenhum som. Diz-se também que passava pelo Elísio. Era ele que separava o submundo do mundo exterior, ao contrário de Aqueronte e Estige, que separavam o mundo exterior do submundo. Segura em uma das mãos uma urna e na outra a taça do esquecimento, provavelmente cheia de suas águas.

Suas águas trazem às almas o esquecimento, para aquelas que bebiam de suas águas. Em algumas versões, elas bebiam ao chegar no submundo, e apenas poderiam recuperar suas memórias momentaneamente quando um herói (o qual muitas vezes conhecera a alma quando estava no mundo),descia ao submundo e dava o seu sangue para o morto beber.

Todas as almas podiam beber de suas águas, menos aqueles que ainda eram atormentados pelos crimes que haviam cometido, sendo a esses permitido o contato com a água apenas após o pagarem por eles. A outra das versões diz que apenas quando iam renascer que as almas poderiam beber a água, para não terem memórias de suas vidas passadas na vida que viria.

Segundo alguns, existia também o rio Mnemósine, do qual se fossem bebidas as águas, a memória seria restaurada e as almas alcançariam a onisciência.



Agradecimento à equipe da Redatoms e do jogo Pantheon the Legends pela arte da imagem. Não possuem vínculo com o que é escrito neste blog.