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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Dionísio (Διώνυσος)


Deus grego do vinho, da insanidade e das artes teatrais, é tido como filho de Zeus e da mortal Sêmele, princesa tebana filha de Cadmo, sendo o único deus a ter uma mortal como mãe. Possuía por símbolos a uva, o leopardo, a fênix, a pantera, a vinha, a hera, o carvalho e o pinheiro e normalmente é representado como um deus belo e jovem, com corvos junto a ele representando força e poder. Na Gigantomaquia, o deus combatera os inimigos transformado em leão, e depois disso passou a ser considerado por Zeus como o mais poderoso dos deuses do Olimpo.

Em algumas versões, antes de ser Dionísio e ter mãe Sêmele, o deus era chamado de Zagreu e tinha como pai, Zeus, e como mãe, Perséfone. Porém, após Hera mandar matá-lo, apenas o seu coração é salvo. O coração é então colocado em uma bebida e oferecido por Zeus para Sêmele tomar antes de se deitar com ela. Porém, ao saber sobre mais uma das infidelidades do marido, a rainha do Olimpo fica com ciúmes novamente e, disfarçada de velha, vai até Sêmele, e induz ela a pedir para o amante que ele se mostrasse em sua verdadeira forma, sua forma divina, a qual os mortais não são capazes de suportar, para, assim, ter certeza de que seu amante era realmente o grande Zeus. Então, sem saber do perigo, Sêmele pede ao amante que a conceda um desejo, sem revelar-lhe antes qual era. Zeus, sem nada desconfiar, jura pelo Rio Estige que realizaria, e a mortal pede seu último desejo. Sem ter outra opção além de realizar o pedido, Zeus coloca-se em sua verdadeira forma, e instantaneamente o corpo de sua amada é incinerado.

Rapidamente após isso, Zeus pega o feto do corpo de Sêmele e o coloca em sua coxa, dando luz ao próprio filho depois de um tempo. Ao nascer, foi dado à Ino e Atamas, pai de Frixo e Hele e governante da Beócia, e lá o pequeno deus foi criado no meio das mulheres, para disfarçar-lhe. Porém, logo Hera descobre a verdade e condena os governantes da Beócia à loucura. Após isso, Hermes transforma o meio-irmão em um cabrito para conseguir escondê-lo e o deixa aos cuidados das ninfas no monte Nisa. Contudo, certo dia, mesmo depois de crescido, Hera reconhece o deus em uma montanha e o deixa louco, fazendo-o vagar pelo mundo, acompanhado de seu tutor Sileno. Só depois de algum tempo que Hera tira sua loucura.

Foi o último deus a fazer parte do Olimpo, e, sendo o número de deuses treze, e esse um número indesejado, foi apenas capaz de ter um trono pela doação por parte de Héstia de seu trono. Dizem que foi por ter ajudado a trazer Hefesto ao Olimpo quando Hera estava amarrada em sua cadeira que Dionísio ganhara um trono entre os doze. Após tornar-se um deus, foi até o Hades e pedira que ele devolvesse a mãe, tendo êxito em seu pedido. Segundo algumas versões, ao voltar do submundo, Sêmele ganha o nome de Tione(uma das várias luas do planeta Júpiter).

Com seu poder, ganhava todas as batalhas trocando a água dos soldados inimigos por vinho, e assim deixando-os bêbados. Possuía um grande cortejo que sempre o seguia, constituído por Pã, Sileno, ninfas, sátiros, pastores e suas seguidoras fiéis, as Mênades. Os ritos feitos pelas mênades eram chamados bacanais, eram orgias sem leis nas quais eram primeiramente permitidas apenas mulheres, e apenas depois de um tempo passara a ser permitida a presença masculina.

Era vingativo com aqueles que o desafiassem. Certa vez, quando ainda criança, ele fora achado em uma ilha por um grupo de marinheiros, os quais levaram-o ao barco. Porém, um dos tripulantes, percebendo as roupas da criança e vendo que aquele era um ser divino, tentou dissuadir os companheiros da ideia, ao que foi quase jogado para fora do mar, caso não tivesse se agarrado às cordas do barco. Pouco tempo depois de começada a viagem, Dionísio acorda e pergunta aos homens o que eles estavam fazendo, e lhe é dito que  seria levado onde ele quisesse ir, sendo o destino escolhido a ilha de Naxos, onde estava a bela Ariadne, deixada em tal ilha por Teseu. Porém, ao tentarem mudar o rumo, o bebê começa a chorar, e o barco para. Vinhas começam a crescer nos mastros, um cheiro de vinho paira no ar, enquanto um som de flauta era ouvido e leões, tigres e linces invadiam o barco. Amedrontados, os marinheiros jogam-se ao mar, sendo metamorfoseados em golfinhos.

O único marinheiro que restara fora o que defendera Dionísio, chamado Acetes. Dizendo-o para não temer, o deus pede que ele seja levado a Naxos, e que o marinheiro passe a divulgar os mistérios do deus. Porém, Penteu, rei de Tebas, uma das pessoas incomodadas com aquele que diziam ser um mentiroso quanto à sua origem, ordena que Acetes seja preso e morto. Porém, pouco antes de ter sua cabeça no chão, as correntes que o prendiam se soltam, e o marinheiro não era mais encontrado por ninguém. Então, disfarçando-se de mensageiro, Dionísio diz ao rei que um de seus rituais ocorria na floresta próximo à cidade, e o aconselha a ir lá averiguar sozinho primeiramente. Porém, assim que chega, as mulheres, lideradas por sua própria mãe, veem ele, e, inebriadas, avançam em direção ao rei, dizendo ser ele um leão que vivia nos bosques ao redor.  Assim, o rei tem seu fim sendo despedaçado pelas mulheres, enquanto sua mãe arranca e finca a cabeça do filho em sua espada.

Após ir até a ilha de Naxos, e resgatar Ariadne, o deus casa-se com ela, e com ela tem Cerano, Toante, Entópion, Taurópolis e outros filhos, nenhum com grandes façanhas no próprio nome. Quando Ariadne morreu, a coroa de pedras que ele havia dado a ela foi colocada no céu, entre a constelação de Héracles ajoelhado e Ofiuco, outro nome de Asclépio. Com Altéia, teve Dejanira, a segunda mulher de Héracles, e Meléagro. É também junto a Afrodite, pai de Príapo, deus da fertilidade que era reconhecido por sua genitália grande

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Hefesto (Ήφαιστος)


Deus do fogo e da metalurgia, incluindo as coisas fusíveis (como ferro, bronze, prata, ouro, entre outras), é um dos doze deuses olimpianos. Possui como símbolo o martelo e a bigorna. Sua forja está localizada abaixo do monte Etna.

Na época, tendo Atena¹ nascido da cabeça de Zeus após este ter engolido Métis quando ela estava grávida, 
Hera fica furiosa e, por partenogênese, assim como Gaia gerara Urano, ela gera Hefesto, esperando que o deus surgisse como um deus corajoso, justo e forte. Porém, tramar contra o soberano do Olimpo não funciona, e o deus nasce fraco, deformado e coxo². Ao ver o deus que gerara e ser chacota de vários outros deuses pela aparência de Hefesto, Hera atira-o do alto do Olimpo, em direção à Terra. Durante nove dias e nove noites ele cai, e no fim do nono dia, ele atinge o oceano, caindo em frente a Eurínome, filha de Oceano, e Tétis, filha de Nereu, as quais passam a cuidar do pequeno deus em segredo.

Em pouco tempo, descobrindo a maravilha de criar coisas, Hefesto passa a criar vários e vários adornos para Tétis e Eurínome. Assim, uma vez, estando Tétis usando uma joia de beleza inigualável, Hera pergunta a ela onde conseguira a jóia, ao que é lhe dada a resposta: das mãos de seu próprio filho. Porém, nem assim Hera fez questão de ver o filho, fazendo-o ficar furioso. Assim, para punir a mãe, ele cria um trono, e cria um mecanismo que iria prender Hera nele, ao jogar fios cujo metal só podia ser visto por Hefesto.

Assim, ao receber o trono, Hera logo se senta nele, apenas para logo ficar presa. Gritando, ela diz aos outros deuses que estava presa no trono, apenas para ser taxada de louca. Mas assim que alguns deuses tentam tirá-la à força de lá, eles veem que sua fala não tinha mentiras. Com isso, Zeus manda os filhos irem atrás de Hefesto, sendo o primeiro Hermes, o qual, mesmo com sua grande lábia não conseguira levar Hefesto ao Olimpo. O segundo fora Ares, preparado para um confronto com o meio-irmão. porém, mal o deus da guerra lá chega e é açoitado por um tição aceso e repelido com jatos de lava. O último fora Dionísio, deus do vinho, que, ao chegar lá, convidou Hefesto para beber. Tendo aceito o convite, logo o deus ferreiro ficara inebriado, sendo levado por Dionísio ao Olimpo. Chegando lá, Zeus oferece qualquer coisa ao deus para que ele liberte Hera, e ele responde que gostaria de ter a mão de Afrodite, deusa do amor sensual e da beleza.³

Após isso, ele se reconcilia com a mãe, fazendo várias e várias jóias para ela, e a defendendo quando ela necessitava, como quando Zeus a acorrentara por ter tramado contra ele. Porém, por ter ido contra o rei dos deuses, dessa vez é Zeus quem o atira do alto do Olimpo. Contudo, logo ele está de volta ao Olimpo e, após tantos e tantos problemas solucionados, ele passa a ser reconhecido como o pacificador do Olimpo, a quem todos os deuses gostavam. A única exceção era Ares pois, do mesmo jeito que odiava Deméter por ela ter ensinado os homens a agricultura e assim eles não entrarem mais em guerra, sua presença pacificadora acabava com as guerras do Olimpo.

É o forjador do Olimpo, e os ciclopes filhos de Urano, Arges, Brontes e Esteropes o ajudavam. É ele quem cria a primeira mulher, Pandora, as flechas de Apolo e Ártemis, o escudo de Aquiles (como um modo de agradecer à mãe do herói, Tétis, sua ama), os raios de Zeus e o gigante de bronze Talos.

Porém, com tanta habilidade e disposição para produzir tanta coisa, ele acaba esquecendo-se de sua vida amorosa. Então, como ao final dos dias não possuía forças para satisfazer sua mulher, a deusa do amor, ela acabava por procurar Ares para satisfazê-la. Mesmo não procurando mudar a situação em que sua mulher estava, ele não admitia que ela estivesse com outro e então, certa vez, quando Hélio, o deus que tudo vê lhe diz que sua mulher está o traindo, ele arma para ela e o amante.

Usando seus fios mais uma vez, ele estende-os ao longo de seu quarto. Ele diz a Afrodite que iria ficar um tempo fora, e se esconde assim que sai do palácio onde viviam juntos. Para confirmar as suspeitas, logo Ares chega, e entra em seu palácio. Contudo, mal ambos os deuses, nus, caem na cama, cai junto deles a teia de Hefesto, os prendendo. Após isso, ele chama os outros deuses para assistir aos amantes pegos em sua cama. Apenas depois de um apelo de Poseidon ao deus que ele concorda em libertar os dois. Junto a isso, quando Harmonia, filha de Afrodite com Ares, foi casar-se com Cadmo, fundador de Tebas, Hefesto dera a eles um presente, um colar amaldiçoado, que os traria infelicidade. No fim, Harmonia e Cadmo se transformam em serpentes após uma série de sofrimentos. O colar é passado para Sêmele, que morre antes de dar vida a Dionísio. Depois, segue Jocasta, que casa com o próprio filho, Édipo, e suicida depois disso. E seguidamente o colar ia passando de geração a geração entre os descendentes, espalhando entre eles o mesmo sofrimento de Hefesto.




¹Em algumas versões, é Hefesto que parte a cabeça de Zeus quando ele tem Atena, então Hera estaria planejando uma vingança contra Zeus por ele ter várias amantes, e não necessariamente devido a Atena.
²Em outras versões, Hefesto fica coxo após sua mãe ter lhe lançado do alto do Olimpo quando era bebê, ou então em sua segunda queda, quando Zeus o atira também do Olimpo.
³Em diferentes versões, Hefesto libera a mãe de bom grado, e Zeus dá a mão de Afrodite como agradecimento, sem nenhuma troca de favores.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Apolo e Dafne


Apolo sempre fora um deus muito presunçoso pois, pois assim que saíra da barriga da mãe, Leto, matara a terrível serpente Píton enviada para impedi-la de dar a luz em algum lugar tocado pelos raios do sol. Assim que nasce, parido por sua mãe com a ajuda de sua irmã gêmea Ártemis, Apolo sai à caçada do monstro, mesmo sua mãe tendo aconselhado que não fosse. Ele rapidamente acha o rastro dele, e logo estava exibindo contente a carcaça do monstro que derrotara com suas infalíveis flechas.

Porém, essa glória fez com que Apolo ficasse muito convencido de si, e passasse a subestimar os outros. Assim foi, até que um dia o deus vê Eros com suas flechas e zomba do pequeno deus, dizendo para que ele deixasse as flechas para aqueles que realmente sabiam usá-las, vangloriando-se dizendo que suas flechas matavam qualquer monstro.

Eros responde ao deus que mesmo ele possuindo flechas com poder para ferir a tudo e todos, as suas eram piores, pois poderiam feri-lo. Apolo desdenha do deus, e ao sair, Eros observa do alto a área ao redor, e descobre como executar seu plano, e lança uma flecha de ouro em Apolo e uma de chumbo em uma ninfa que passeava por perto, chamada Dafne.

Apolo logo fica encantado pela ninfa, ao passo que ela toma repulsão por todo e qualquer tipo de amor. Ele começa a persegui-la e ela a fugir dele, como se o próprio Apolo fosse uma das Erínias.

Apolo faz apelos à moça, perguntando o por que de sua fuga desesperada, e a moça apenas ignora-o. Vendo que seu perseguidor aproximava-se rapidamente, Dafne, estando à beira do rio, roga a seu pai que livrasse-a daquele tormento de alguma maneira.

Assim que Apolo chega perto, a ponto de conseguir tocá-la, ele sente a pele da amada enrijecendo. Ao olhar melhor, ele vê que a ninfa havia sido transformada em árvore. Triste, o deus lamenta a situação sofrida e, falando para a árvore, o loureiro, diz que a planta seria a sua preferida, e suas folhas seriam usadas em coroas que seriam feitas para simbolizar a glória alcançada por quem a estivesse utilizando.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

As Torturas de Prometeu


Após  ajudar a humanidade, Prometeu aguarda seus castigos, pois sabia que o todo poderoso Zeus faria-o pagar. O soberano dos deuses ordena que o titã seja preso eternamente à uma pedra por correntes indestrutíveis forjadas por Hefesto, obrigado pelo pai a contragosto acorrentar o benfeitor da humanidade.

Hefesto acorrenta e prega-o na rocha com uma estaca no peito, e vê o amigo dos homens começando sua agonia. Ao retirar-se, o deus ferreiro não vê dor nem angustia nos olhos de Prometeu, apenas a determinação de não ceder a nenhuma injustiça imposta pelos deuses ou pelos homens.

Pouco tempo após ser fincado na rocha, Prometeu recebe a visita das filhas do titã Oceano, seu grande amigo, as quais compadecem-se com seu sofrimento. Ele conta a elas o motivo de seu sofrimento, despertando nelas indignação contra o senhor dos céus.

Passado algum tempo, eles vêem uma carruagem chegando dos céus e em seguida Prometeu vê-se diante de seu melhor amigo, Oceano. Eles conversam, e ao ver que Oceano pretendia questionar Zeus por suas ações, o titã impede-o, pois temia que o amigo sofresse uma punição pior que a sua. Assim, não o resta escolha senão retirar-se de lá. Antes disso, porém, dá ordem às filhas para não deixarem o amigo dos homens sozinho.

Prometeu e as oceânides conversam, e o titã conta as varias ações tomadas para conseguir salvar a humanidade e fazer com que ela evoluísse. Ele também menciona um herói descendente de Io, a princesa transformada em novilha, o qual libertaria-o daquele sofrimento.

Quando diz isso às oceânides, a novilha real chega, sendo perseguida por um moscardo gigante enviado por Hera. Eles conversam durante um tempo, e Prometeu revela a Io que seu sofrimento terminaria assim que a princesa chegasse ao Egito e lá encontrasse Zeus. Após algum tempo conversando, o moscardo volta a atacá-la, ao passo que Io reinicia sua desenfreada corrida.

Após a saída de Io, Prometeu recebe mais uma visita. Ao gritar ameaças aos céus, dizendo possuir o segredo do reinado de Zeus, na esperança que o deus as ouvisse, seu filho Hermes aparece. O deus ladrão tenta convencer Prometeu a contar o segredo a Zeus, sem algum sucesso. Hermes diz a Prometeu que caso ele não contasse, ele seria lançado ao Tártaro, e após voltar, teria diariamente uma ave dilacerando seu fígado, enquanto a noite ele se regeneraria. Com a atitude de Prometeu de permanecer firme ao que pensava, Hermes vê que não havia mais nada a fazer. O titã grita aos céus, falando para que Zeus adiantasse o que tinha que fazer, deixando Hermes estupefato.

Em seguida, o céu escurece, e Zeus lança um forte raio, que parte o topo da pedra onde Prometeu estava, e abre na terra um canal até o Tártaro. Lá, o titã passa por mais algumas torturas, e depois de um tempo indefinido, seu rochedo é lançado para cima, e sai do Tártaro, para cair onde estivera antes.

Assim que chega à superfície, novamente tentam convencer Prometeu a contar o segredo, porém o titã recusa-se a tal. Assim como dito anteriormente, logo chegara a ave pronta para dilacerar seu fígado.

Tempos e tempos passam, e ao lado da companhia das oceânides, Prometeu resiste aos ataques da ave, prevendo que logo chegaria seu herói, o qual quebraria as correntes inquebráveis.

Conversando com suas amigas fica a parte dos avanços dos homens, e diz não nutrir mais inimizade por Zeus, tendo em vista o seu primeiro propósito: ajudar aos homens. As oceânides dizem sentir que o sofrimento do titã logo cessaria, e ele confirma: Héracles estava perto.

O herói, que havia se perdido da expedição dos argonautas, logo vê o motivo pelo qual havia sido assim. Assim que se aproxima, ouve o grasnido da ave, e rapidamente pega uma flecha de sua aljava, coloca-a no arco e a solta, segundos depois vendo seu resultado: a ave finalmente fora abatida.

Em seguida, Hermes chega para tentar arrancar o segredo de Prometeu, o qual diz não mais ser necessário o silencio. Ele diz a Hermes que o pai não deveria casar-se com Tétis, filha de Nereu, pois havia uma profecia destinada a seu filho que dizia que ele havia de ser mais poderoso que o pai. Nem bem Prometeu diz isso, Hermes sai em direção do Olimpo para contar tal fato ao pai.

Após a saída de Hermes, Héracles começa seu trabalho: destruir as correntes indestrutíveis de Prometeu. Depois de muito tempo de persistência por parte do herói, as correntes as quais ninguém acreditava serem destruídas finalmente caem diante da força do filho de Zeus.

Assim, Prometeu é finalmente libertado de sua tortura. Zeus não casara-se com Tétis, a qual casou-se com Peleu, um mortal, e dera a luz ao herói grego Aquiles. Quanto à decisão de Zeus quanto à situação de prometeu continuar sempre acorrentado à pedra, ele manda que seu filho Hefesto faça um anel, onde ele incrusta um pedaço do rochedo onde Prometeu ficava. Assim, Prometeu pôde ficar em liberdade sem descumprimento as ordens de Zeus, preso ao rochedo pela eternidade.


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Prometeu (Προμηθεύς)


Filho de Jápeto e Têmis e irmão de Atlas, Epimeteu e Menoécio, é a divindade da premonição. Foi o deus que mais preocupou-se com os homens e ajudou-os. Segundo a criação dos animais, ele e Epimeteu distribuíram os dons para os animais, como asas, nadadeiras, rapidez, força, etc. Porém, ao chegar a vez dos homens, os irmãos viram-se sem dons para dá-los.

Assim, mesmo sabendo previamente de seu destino, Prometeu se compromete a ajudar os homens, e leva o fogo do Olimpo em uma tocha para entregar aos seres humanos. Com ele, os homens passaram a fundir o metal e criar armaduras, motivo pelo qual tal era foi chamada de Geração de Bronze.

Com as várias ajudas de Prometeu, os homens passaram a domesticar os animais, cruzar oceanos, evitar doenças e prorrogar sua vida. Esses fatores deixaram Zeus furioso, pois este temia que os humanos se tornassem mais poderosos que os deuses. Com esse pensamento, Zeus passa a castigar os humanos, como um modo de puni-los por terem a dádiva do fogo. Ainda assim, Prometeu corre em socorro dos mortais, despertando a inimizade do deus dos deuses.

Os ânimos se acirraram ainda mais quando estava para ser decidida qual parte dos animais caberia aos deuses e qual parte caberia aos homens, a cada sacrifício. Prometeu, sabendo que Zeus escolheria a melhor parte do boi em questão, tirou a carne e cobriu-a com a pele do animal, enquanto colocou os ossos do animal abaixo de uma camada de gordura. Quando Zeus prepara-se para escolher, e vê ambas as travessas com as diferentes partes, escolhe logo a que possui a gordura. Porém, após ter sido feita a escolha, Zeus sente cheiro de trapaça, e ao retirar a camada de gordura enfurece-se ao ver apenas ossos.

Apesar disso, a decisão já estava tomada, e aquela parte caberia aos deuses. Tomado por raiva, e sem poder nada modificar, Zeus então tira dos homens o fogo, de modo a impedir que conseguissem cozinhar a carne.

Após isso, o deus dos deuses adverte Prometeu a não mais testar sua paciência. Porém no dia seguinte, Prometeu já havia retirado mais uma vez o fogo do Olimpo e o levado aos homens.

Antes de Prometeu pagar por suas transgressões, Zeus ainda cria o jarro de Pandora e o dilúvio de Deucalião, que ficarão para próximas postagens.

domingo, 9 de outubro de 2011

Tânatos (θάνατος)




Deus da morte, filho de Nyx e Érebo.  Possuía um irmão gêmeo, Hipnos, o deus do sono. Tal irmandade pode ter a relação de que muitas vezes, a morte dá a impressão de estarmos dormindo.

Muitos tomam o deus Hades como o deus da morte, é até um engano comum, tendo em vista que tal deus cuida das almas quando elas morrem. Porém, vale lembrar que sem a Morte, não há almas no submundo. Tânatos se encarrega de levar as almas para o Hades, onde elas serão julgadas e com tal julgamento, se decide se terão sofrimento eterno, uma vida pós-morte normal, ou abençoada.

Muitas vezes o deus foi impedido de realizar seu trabalho. Quando Héracles visitava seu amigo Admeto, um fato horrível havia acontecido. Alceste, mulher de Admeto, havia morrido, e estava a Morte para vir buscá-la. Hércules se esconde antes que o deus chega, e ao vê-lo vindo buscar a amada de seu amigo, ele se joga sobre Tânatos. Tânatos se indigna e pensa em dar uma lição no herói que interpôs seu caminho. Porém, ao começar a lutar com ele, fica impressionado com sua força. Ele tenta soprar seu hálito mortífero no adversário, mas não dá certo. Após mais duas ou três vezes, Hércules pega Tânatos pelo pescoço e obriga-o a devolver a vida de Alceste. Tânatos, mesmo sendo imortal, estava sendo sufocado, então concorda com a condição, e revive a mulher de Admeto.

Uma das outras vezes em que Tânatos foi impedido de realizar seu trabalho fora esta. Sísifo era o rei de Corinto. Certa vez, vê uma águia, mais um dos disfarces de Zeus, raptando a filha do deus rio Asopo, Egina. Pouco tempo depois, o deus vem perguntá-lo sobre o paradeiro da filha, e Sísifo fala sobre a grande águia, que na verdade era o deus dos deuses. Tal atitude deixa Zeus com raiva, e o deus dos deuses manda Tânatos para levar Sísifo ao submundo. Porém, ao que a Morte chega, o rei começa a elogiá-lo por sua beleza, e Tânatos, como todo bom deus grego vaidoso, cai na do rei. Ele oferece ao deus um colar, e apenas após ele ser colocado, que Tânatos percebe que o colar na verdade era uma coleira. Sísifo o aprisionara, e a partir disso, as almas começaram a não mais ir para o Hades. Ares, revoltado com o fato de que as guerras não faziam mais nenhuma vítima fatal, e tomando conhecimento do desaparecimento de Tânatos, procura-o até achar. Assim que vê o deus da morte acorrentado, ele liberta-o e Tânatos providencia a morte do rei. Porém o rei havia combinado com a esposa que não colocasse em seus olhos as moedas para pagar a travessia de Caronte, o barqueiro do mundo inferior. Assim, Hades não tem opção senão deixar Sísifo voltar à vida. Assim, Sísifo só volta ao Hades ao morrer de velhice. Para impedir que o recém finado não trame mais alguma coisa, Zeus o condena a empurrar uma pedra de mármore por toda a eternidade, pois a pedra, quando quase chegava ao topo da montanha, rolava montanha abaixo.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Poseidon (Ποσειδῶν)



Poseidon para os gregos e Netuno para os romanos, era o deus dos mares, cavalos, terremotos e maremotos e possuía como símbolos o tridente e o golfinho. Quinto filho de Cronos e Réia, se juntou aos quatro irmãos anteriores no estômago de seu pai. Quando Zeus o retira de lá, ele, Poseidon e Hades repartem o mundo entre si, cabendo aos deus o domínio das águas.
Em exemplo de seu irmão Zeus, Poseidon era o segundo maior gerador de filhos ao redor do globo. Teve o herói Teseu, o deus Tritão, o ciclope Polífemo, o gigante Órion, e Pégaso como filhos, para não citar os menos marcantes.
Assim como o mar, Poseidon possuía seu temperamento inconstante, com raivas que acabavam com a destruição do lugar ou pessoa que o enfurecesse ou então felicidades que o levavam a presentear lugares e mais lugares. Quando irritado, Poseidon agita sua arma, o tridente, e com isso as águas se movimentam conforme o bem querer do deus, assim como quando está calmo, ele cessa o tridente e o mar volta à sua calmaria, fazendo com que os marinheiros possam assim, viajar em segurança.
Sua história é marcada pelas inúmeras tentativas de possuir uma cidade, em quase todas sem sucesso. Sua primeira tentativa é a Ática. Lá ele enfrenta Atena, que considerava a cidade como sua. Poseidon pede que chamem a cidade de Possidônia e começa a oferecer alguns presentes, bate o tridente em uma rocha e no local surge um poço de água salgada. Tal poço, segundo o deus, instruiria os navegadores da cidade em suas viagens marítimas de longa distância. Adverte que, se chegarem os ouvidos perto da fonte esta produzir o som do mar, que não partam, pois encontrariam uma grande tempestade e seus navios seriam tragados pelas ondas.
Assim que o deus sai, Atena chega, e faz o mesmo gesto na rocha que Poseidon fez, brotando em seguida uma oliveira. Ela diz que o fruto irá saciá-los e que o ramo se tornaria o símbolo da paz. Nesse momento, Poseidon chega e tenta atacar a oliveira, ao que Atena se coloca entre ele e a árvore. Antes que possam começar uma luta, Zeus aparece entre ele e impede que realizem tais ações. Eles diz que os deuses votarão, pois era incapaz de decidir entre a filha e o irmão. Todas as deusas votam em Atena e todos os deuses votam em Poseidon, menos Zeus, ainda incapaz de decidir entre os familiares. Com isso, a cidade passa a se chamar Atenas.
Poseidon se revolta e lança ondas monumentais em direção à cidade, inundando grande parte dela. Os homens vão até o oráculo, e ele lhes diz que a ira do deus será aplacada assim que as mulheres de Atenas fossem castigadas. Com isso, às mulheres foi retirado o direito de voto, para não mais serem consideradas cidadãs. Junto a isso, às crianças deveria ser dado o nome do pai, e não mais da mãe.
Após esse fato, Poseidon disputa locais como Argos, Egina, Delfos e Naxos, perdendo e tendo que deixá-los para Hera, Zeus, Apolo e Dionísio, respectivamente. Em Argos, ao perdê-lo para Hera, Poseidon resolve se vingar novamente. Tendo prometido não inundar a cidade assim como fizera à Ática/Atenas, o deus faz o contrário. Agindo com malícia e inteligência, ele seca todos os rios da região, só permitindo que corressem novamente por lá após um templo ser erguido pelos cidadãos. Só ao tentar reclamar Corinto de Hélios, que ele acaba por dividir a cidade com o próprio, sendo ambos os patronos da cidade.
A única cidade em que foi cultuado à altura dos outros deuses foi Atlântida. Poseidon designou à seus cinco pares de Gêmeos o governo da cidade, dividindo-a assim, em dez partes. A cidade cresceu e se tornou um império, porém, ao cometer um erro, acaba sendo destruída pelo seu patrono, o mar.
O culto de Poseidon vem antes mesmo de Zeus, é um dos mais antigos do mundo grego. Supõe-se que o tridente possa ser relacionado ao raio mestre de Zeus, supondo que Poseidon já fora anteriormente um deus do céu.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Zeus (Ζεύς)


Rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo, corresponde ao deus romano Júpiter, deus do céu e do trovão. Como símbolos possui o relâmpago, a águia, o touro e o carvalho. Filho de Cronos e Réia, o mais novo dos irmãos. Repete a história de Cronos, onde o filho mais novo destrona o próprio pai e assume o trono. Isso ocorre por uma profecia de Urano, pai de Cronos, que à beira da morte, profetiza que Cronos será deposto por um de seus filhos, pois o crime gera o próprio crime.

Com isso, Cronos passa a engolir os próprios filhos, Héstia, Deméter, Hera, Hades e Poseidon. Para impedir o destino que se aproximava, Réia busca ajuda com a mãe Gaia. Réia parte para a ilha de Creta, e encontra as ninfas Adrasteia e Ida, e deixa o bebê Zeus aos seus cuidados. Ao voltar, embrulha uma pedra com fraldas e entrega ao marido para que ele devore-as, pensando ser sua cria.

Zeus cresce em Creta, sendo alimentado pelas ninfas com o mel da montanha, mamando o leite de uma ninfa-cabra chamada Amaltéia e protegido por gigantes armados, os Curetes, que cuidavam de abafar o choro da criança e sua voz, para que Cronos nunca o ouvisse.

Mesmo com toda essa vida, ele sabe que terá que enfrentar o pai, para que vingue seu avô Urano, e seus primos Hecatônquiros e Ciclopes. Assim que Amaltéia morre, ele percebe que a hora está chegando, e então, arranca o couro da cabra e faz dele o seu escudo, chamado Égide. (Em grego, Aegis)

Ele procura Métis, filha de Oceano e Tétis, deusa do bom conselho, que lhe diz que deve procurar a mãe quando chegar no território de seu pai. Ele percebe o quanto sua prima é atraente, sentimento que leva ele a desposá-la mais tarde.

Ao chegar no lugar em que sua mãe está, esta fica preocupada ao mesmo tempo que aliviada, mas com uma visita de Métis se convence que o que Zeus pretende fazer é o certo.

Réia faz dele o copeiro de Cronos e Zeus oferece ao pai uma taça de Néctar, onde junto estava diluída um líquido dado a Zeus por Métis, que leva Cronos a vomitar os deuses já engolidos, irmãos de Zeus, e pelo fato de serem divinos, não haviam sido digeridos. Começa então a luta dos deuses contra os Titãs, mas isso é mais à frente.

Zeus é o campeão de traições à sua mulher, a última delas sendo Hera, após ter engolido Métis (fato o qual gerou Atena) e largado Têmis. Em seus casos gerou vários deuses, muitos os quais habitam o Olimpo entre os doze grandes: Atena, Apolo, Ártemis, Dionísio, Ares, Ilítia e Hebe. Conta-se que tivera 115 mulheres mortais, com as quais tivera vários semideuses.

Acima: estátua de Júpiter no Museu do Louvre

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Gaia

A Mãe Terra, era o elemento primordial e possuía uma potencialidade geradora quase absurda. Sozinha gera Urano, Ponto e as Montanhas. Como já dito anteriormente,ela gera Urano, seu igual, no desejo de ter alguém que a cobrisse completamente. Após Cronos aprisionar novamente os Ciclopes e os Hecatônquiros, Gaia planeja sua nova vingança, porém essa é uma história para um futuro post. Deixo com vocês uma lista com os nomes dos filhos de Gaia:


§ Espontaneamente
§ Urano
§ Pontos
§ Oreas
§ Com Oceano
§ Creusa
§ Esperqueu
§ Com Pontos
§ Ceto
§ Euríbia
§ Fórcis
§ Nereu
§ Taumante
§ Com Poseidon
§ Anteu
§ Caribdis
§ Com Tártaro
§ Equidna
§ Tífon
§ Com Urano
§ Ciclopes:
§ Arges
§ Brontes
§ Estéropes
§ Hecatônquiros:
§ Briareu
§ Giges
§ Coto
§ Titãs e Titânides:
§ Céos
§ Créos
§ Cronos
§ Febe
§ Hipérion
§ Jápeto
§ Mnemosine
§ Oceanus
§ Réia
§ Tétis
§ Téia
§ Témis
§ Com Hefesto
§ Erictónio de Atenas
§ Pais desconhecidos
§ Mimas
§ Feme
§ Píton

sábado, 22 de janeiro de 2011

Urano (Ουρανός)

Segundo o que se conta, primeiro veio Gaia, porém, não querendo ficar sozinha, essa gera Urano, no desejo de ter alguém que a fecundasse.

Baseado no mito da criação do Olimpo, diz-se que Urano cobria a Terra (Gaia), mas odiava as crianças geradas, sendo elas os Titãs, seis filhos e seis filhas, os Hecatônquiros (gigantes de cem braços e cinquenta cabeças) e os Ciclopes (gigantes de um olho só), e assim acabava aprisionando-os no Tártaro, as entranhas do mundo, causando dor à Gaia.

Após isso, Gaia forjou uma foice e pediu à algum de seus filhos para castrarem Urano, pórem, apenas o mais jovem, Cronos concordou com tal coisa. Com isso, emboscou seu pai, castrando-o e jogando os testículos ao mar. Com o sangue derramado ao longo do processo, nasceram os gigantes, as três Erínias (ou apenas fúrias), as Melíades, e por alguns, os Telquines. A partir dos testículos de Urano jogados ao mar nasceu Afrodite.

Após Urano ser deposto, Cronos re-aprisionou os Hecatônquiros e Ciclopes no Tártaro. Depois disso, Urano e Gaia profetizaram que Cronos também seria deposto pelo próprio filho, motivo pelo qual Cronos passa a devorar também seus filhos.

Após sua castração, o céu não cobriu mais a Terra, e ficou sendo suportado por Atlas, como mostrado em Percy Jackson & os Olimpianos: A Maldição do Titã

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Caos (Χάος)

Olá semideuses, como vão?
Havia dito no blog alguns dias átras que iria postar histórias dos deuses e titãs mais importante. Eu vou, mas antes, para não ficar como o próprio nome, falarei dele...

Caos

O mais velho dos imortais, devido à ser a primeira divindade a surgir no universo. Houveram várias mudanças na idéia gerada pela palavra caos, tendo em vista a sua natureza, que é de complicado entendimento. Foi inicialmente descrito como o Éter, espaço (leia-se, Nada) que preenchia o universo, mais tarde passou a ser visto como a mistura primordial dos elementos.


Filhos

Seus filhos, Nyx(Noite) e Érebus(Escuridão) foram gerados a partir de pedaços de si próprio, sendo assim, frutos de uma reprodução assexuada. Ao que parece, Caos é um deus andrógino, possuindo o masculino e feminino em si, característica comum aos outros deuses primordiais às várias mitologias, que criavam as coisas do nada. Um grande problema é considerar Caos como pai/mãe de Gaia, Tártaro e Eros, quando é somente genitor de Nix e Érebo, e dos três anteriormente citados, um provável irmão, tendo todos vindo do Nada.
A Teogonia de Hesíodo explica:

"Sim bem primeiro nasceu Caos; depois também
Terra de amplo seio, de todos sede irresvalável sempre,
dos imortais que têm a cabeça do Olimpo nevado,
e Tártaro nevoento no fundo do chão de amplas vias,
e Eros: o mais belo entre deuses imortais,
solta-membros, dos deuses todos e dos homens todos
ele doma no peito o espírito e a prudente vontade.
Do Caos Érebo e Noite negra nasceram.
Da Noite aliás Éter e Dia nasceram,
gerou-os fecundada unida a Érebo em amor,
Terra primeiro pariu igual a si mesma
Céu constelado, para cercá-la toda ao redor
e ser aos deuses venturosos sede irresvalável sempre.
Pariu altas Montanhas, belos abrigos das deusas
ninfas que moram nas montanhas frondosas.
E pariu a infecunda planície impetuosa de ondas
o Mar, sem o desejoso amor. Depois pariu
do coito com Céu: Oceano de fundos redemoinhos
e Coios e Crios e Hipérion e Jápeto
e Teia e Reia e Têmis e Memória
e Febe de áurea coroa e Tétis amorosa.
E após com ótimas armas Cronos de curvo pensar,
filho o mais terrível: detestou o florescente pai."

sábado, 15 de janeiro de 2011

Lista de outros deuses

Deus Grego
Deus Romano
Função ou Característica


Íris
Íris
Personificação do arco-íris e mensageira dos deuses

Nyx
Nox
Deusa da noite escura

Nêmesis
Invídia*
Deusa da ira, da vingança e do equilíbrio

Perséfone
Prosérpina
Rainha do mundo subterrâneo


Jano**
Deus das portas, dos inícios, dos fins e das escolhas

Hécate
Trívia*
Deusa da magia e das bruxas

Hipnos
Somnus
Deus do sono


Hebe
Hebe
Deusa da juventude


*Foi associado ao deus grego, porém sua relação não é perfeita como em outros casos.
**Jano é um deus particularmente romano, logo não possui correspondente grego.