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sábado, 6 de outubro de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - O Touro de Creta


Ao tomar conhecimento do êxito de Héracles para limpar os estábulos do rei Áugias, Euristeu decide tentar vencer o herói pelo cansaço e perigo. Ele ordena ao herói que vá bem busca do touro de Creta, e que trouxesse-o até ele pelo mar.

Tal touro fora um presente do deus Poseidon para o rei Minos, e originou o signo de touro. Após ganhar grande pode marítimo com a ajuda do deus, Minis promete sacrificar qualquer animal que aparecesse vivo nas praias. Tempos depois, Poseidon manda um magnifico touro. Porém, maravilhado com o animal, o rei não o sacrifica e tenta enganar o deus dos mares matando um touro de segunda categoria. Vendo isso, Poseidon, além do já mencionado anteriormente, faz o touro, outrora calmo, ficar louco e furioso, passando a destruir tudo e todos os que ficassem em seu caminho.

Assim, Héracles navega até Creta, e vai ao encontro do rei Minos, para avisar-lhe de sua missão. Mostrando descaso quanto à segurança e à vida do herói, o rei dá o consentimento a tal operação.

Ao sair à procura do touro, logo o encontra, sendo em seguida atacado por ele. Antes que os chifres o atingissem, porém, Héracles desvia-se do ataque, deixando o touro no chão. Logo em seguida o animal levanta-se e e investe mais uma vez. Rapidamente aproveitando a situação Héracles segura os chifres do touro, levando sua cabeça ao chão, subjulgando-o. Apenas depois de muito tentar se libertar que o touro reconhece a derrota. Assim sendo, logo seus chifres já estavam amarrados, impedindo-o de se mover ou voltar ao ataque.

Quando chegara ao mar, facilmente a travessia foi realizada pois, nas costas do boi, a corrente d'água não era um problema. Chegando do outro lado, Héracles amarra o touro no estábulo de Euristeu antes de, por covardia, o medroso rei libertar o animal e este voltar a espalhar o terror na Hélade*.

* Hélade é o nome da região da Grécia antes de seu nome atual ser empregado pelos romanos.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - Os Estábulos do Rei Áugias


Após capturar a Corça de Cerínia, Héracles recebe de Euristeu a tarefa  limpar os estábulos do rei Áugias. Porém a tarefa não seria fácil, pois a região na qual as terras do rei estavam situadas eram muito férteis, e não mais precisavam de adubação. Com isso, o esterco produzido pelos cavalos que possuía começaram a ser empilhados, e logo não havia mais jeito para se livrar dele.

Assim, Euristeu ordena que Héracles faça tal serviço, esperando que ele gastasse muito tempo para realizar tal trabalho, senão morresse tentando. Ao chegar no local e ver o que esperava-o, ele mais uma vez percebe o quanto Euristeu odiava-o. Ele dirige-se ao rei e diz sua tarefa. Quando o soberano diz não poder disponibilizar trabalhadores, o herói responde que o faria sozinho e em um dia, levando o rei a oferecer uma parte de seus rebanhos caso ele realmente conseguisse tal façanha, chamando inclusive seu filho para testemunhar a oferta.

Quando o sol estava em seu ponto mais alto, Áugias vai até os estábulos ver como estava o trabalho do herói, apenas para ver que ele não estava lá. Quando indagado por seu senhor sobre o paradeiro de Héracles, um pastor diz ter visto o herói morro acima, levando Áugias crer que o herói era louco. 

Porém, utilizando-se de pedras, Héracles consegue desviar o curso de dois rios que pelas proximidades passavam. Junto a isso, valendo-se de árvores, montou um verdadeiro dique, acumulando toda a água dos rios, e assim que o volume acumulado era grande, o herói derrubara o dique, deixando as águas dos rios rumarem em direção aos estábulos.

Assim, em pouco tempo, a tarefa que parecia impossível fora realizada por Héracles, com a ajuda dos rios. Porém, alegando que o herói trapaceara, o rei Áugias recusa-se a ceder sua oferta. Após ouvir tal blasfêmia, Héracles leva Áugias ao tribunal. Chamado para depor sobre o caso, Fineu, o filho de Áugias, diz sobre o juramento dos dois homens, levando os juízes a tomarem partido a favor de Héracles. Porém, recusando a reconhecer a decisão, o rei exila seu filho e o herói.

Prometendo que o rei pagaria por sua avareza, Héracles volta para Euristeu, o qual não acreditava em seus olhos ao ver o herói. Ao tomar conhecimento da façanha realizada pelo herói para limpar os estábulos, Euristeu passa a temer mais seu subordinado, pois contatara que além de forte e ágil, também era inteligente. Ajudado por Hera, pensou em mais um trabalho, dando início a mais seis trabalhos, os quais levariam Héracles para longe do Peloponeso.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) -A Corça de Cerínia


Após recuperar-se do susto de ver de perto o javali de Erimanto, Euristeu manda Héracles perseguir a corça de Cerínia, um animal consagrado a Ártemis, o qual possuía cascos feitos de bronze, chifres de ouro, além de sua enorme velocidade. O tirano esperava que o herói morresse na tarefa, de tanto correr e, caso conseguisse, contava com o amor de Ártemis pelo bicho, o qual levaria a deusa a punir aquele que o tocasse.

O animal levara Héracles por várias regiões, como Corinto, Tessália, e até a região onde viviam os Hiperbóreos, povo o qual vivia no extremo norte. Porém, quando aproximaram-se do rio Ládon, a corça encontrou-se sem uma saída, sem algum lugar para atravessar o rio.

Aproveitando tal momento, Héracles atira uma de suas flechas, atravessando as patas no exato momento em que ficaram juntas num salto. Com sua mira, conseguira fazer com que não atingisse nada além de ossos e tendões, conseguindo que nenhuma gota de sangue do animal caísse, ao mesmo tempo que impediu seus movimentos. Porém, antes que conseguisse chegar perto dele para pegá-lo, ele ouve a indignação de Ártemis, a qual estava já para atacá-lo, com uma flecha pronta em seu arco.

Ao mostrar sua indignação com tal situação, Héracles explica as circunstâncias, de que fora obrigado por Euristeu e pelos deuses a realizar os trabalhos, os quais incluíam perseguir a corça da deusa, e diz que se fosse do interesse da deusa, que matasse-o ou se vingasse, assim como fizera a Actéon. Diante da humildade do herói, Ártemis vê sua raiva sumir, e contrariando sua vontade inicial, diz a Héracles que levasse a corça ao palácio, mas que não a machucasse mais.

Ao chegar no palácio, mais uma vez o filho de Alcmene mostrara-se capaz de realizar os trabalhos a ele impostos por Euristeu.

Após conseguir a 

domingo, 6 de maio de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - O Javali de Erimanto


Após espantar as aves do lago Estínfalo, a Héracles é designada a tarefa de perseguir o javali que assolava a região de Erimanto.

A caminho da regão, Héracles encontra-se com Folos, um centauro seu amigo, o qual  convida o herói para comer e descansar em sua caverna. Héracles banquetea-se com a comida oferecida pelo amigo, mas percebe que o amigo não o oferecera vinho para beber e ao dizer sua constatação ao amigo, ele lhe diz que normalmente não faria tal agrado, mas abriria uma exceção, pois o vinho dos centauros é inigualável e que seus irmãos ficariam furiosos com um humano bebendo deles. Pouco depois de abri-lo, vários centauros chegam e ficam furiosos com a presença de Hércules em sua cova e o fato do vinho estar sendo oferecido à ele, e se armam contra o intruso. Quíron vem em defesa do herói, porém de nada adianta. A batalha começa, os centauros jogando pedras e Hércules lançando suas flechas do alto, embebidas no veneno da Hidra de Lerna. Depois de um tempo, os centauros fogem, deixando a mostra a terrível situação: dentre todos os mortos, o imortal Quíron também havia sido ferido. Mesmo com seus conhecimentos medicinais, a dor não ameniza e o centauro pede a Zeus que tire sua imortalidade para poder morrer em paz. Zeus atende ao pedido mas, ao invés de deixar seu corpo ser levado pro Hades, ele o coloca nas estrelas, na constelação de sagitário. Além da morte do sábio centauro, outra morte atingira o herói. Ao final do massacre, Folos pega uma flecha para analisá-la . Héracles se sobressalta, temendo pela vida do amigo, e dá um grito ordenando que ele não tocasse na arma. Porém, tal ação assustara Folos, e com isso, o centauro deixara cair a flecha, que passa de raspão em sua pata. Assim, mais um amigo de Héracles jazia morto naquelas terras. Não querendo mais ficar nela, o herói vai em busca do novo monstro.

Procurando por todos os lados, Héracles demora a achar o rastro do animal, só encontrando depois de um tempo. Ele começa a seguir o rastro deixado pelo javali para achá-lo. Porém, essa a tarefa mais fácil, pois o que fora incumbido ao herói era conseguir levar o animal vivo, tendo assim, que persegui-lo e pegá-lo com as próprias mãos.

Durante dias e noites o herói perseguiu-o, porém o javali conseguia escapar dele facilmente, pois além de correr muito rápido, ele também conseguia  esconder-se em moitas e fendas estreitas. Várias e várias vezes o herói tivera que parar para descansar, devido à exaustão causada por tal tarefa.

Colocando a cabeça para pensar, Héracles chega à conclusão de que deveria conduzir o javali até um local o qual ele não conseguiria escapar. Assim, o herói começa novamente sua perseguição, conduzindo o animal até uma montanha coberta de neve.  Toda vez que ele tentava mudar de direção, Héracles jogava pedras em seu caminho, para fazê-lo retonar ao caminho original.

Assim que entrou na área de neve, as patas do javali afundaram, e não mais conseguiram sustentá-lo em sua corrida. Assim, Héracles conseguira amarrar o javali e levá-lo até o covarde rei. Euristeu, em um momento de desespero e pânico, deu um salto, e se jogou dentro de um grande vaso de barro. Indiferente à ação do rei, Héracles fora até o vaso, e na sua borda, curvara o javali para que o rei pudesse ver, com seus próprios olhos, que mais uma tentativa de matar o filho de Zeus fracassara.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - As Aves do Lago Estínfalo


Com a missão de matar Héracles mandando-o  abater a hidra de Lerna fracassada, Hera designa ao herói, por meio de Euristeu, a tarefa de batalhar contra as aves do lago Estínfalo, as quais possuíam asas, bicos e garras de bronze. Já não bastasse isso, eram gigantes e atacavam lançando suas penas na direção do inimigo.

Estava acompanhado de seu sobrinho Iolau, o pequeno protegido por um grande escudo e ele por sua vez vestindo a pele do leão de Neméia. Chegando ao local, eles veem várias penas de bronze no chão, contudo os pássaros os quais outrora possuíram aquelas penas não estavam à vista, fazendo Héracles começar a pensar em um modo de trazê-los para fora de seus esconderijos.

Neste momento, a deusa protetora dos heróis mandara sua ajuda, fazendo cair do céu duas matracas. Sob o olhar espantado de Iolau, Héracles pega uma delas e joga a outra para o sobrinho. Ao início do som feito por eles, originado pelo giro das matracas, os pássaros saem de seus esconderijos, e permanecem voando desordenadamente à frente do herói, sem conseguirem concentração alguma para atacá-los.

Largando os instrumentos, Héracles começa a soltar suas flechas contra os pássaros. Com o veneno da Hidra em suas pontas, as flechas matavam um ou mais pássaros sempre que lançadas, atingindo-os  certeiramente ou pegando de raspão, o suficiente para colocar o veneno do monstro na circulação dos pássaros. Os poucos animais restantes fugiram da região, para nunca mais voltarem.

Assim, mais uma tentativa de matar Héracles bolada por Euristeu e Hera fracassara.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - A Hidra de Lerna



Assim que mata o leão de Neméia, Héracles leva sua pele ao rei Euristeu. Porém o rei, covarde como era, recusa-se a ver o herói e devolve a pele do animal, deixando-a para Héracles.

Hera aparece mais uma vez nos sonhos do rei, e diz à ele que mande o herói matar a Hidra de Lerna, um monstro que já há algum tempo estava atormentando a região de, as vezes representado com sete ou nove cabeças.

O filho de Zeus pega seu sobrinho Iolau, e juntos rumam ao covil do monstro, irmão do leão de Neméia e vários outros monstros filhos de Tifão e Equidna. Armado com sua clava, espada e arco, junto à pele do leão, vestida por ele, parte para a procura da Hidra. Seu sobrinho pede para também ir, ao passo que o tio nega, dizendo que a condição imposta por Euristeu era a de que o herói realizasse os trabalhos sozinho.

Ao descobrir onde a Hidra escondia-se, Héracles encontrava-se em outro dilema: o de como trazê-lá até ele, pois o monstro estava submerso, apenas esperando alguma criatura descuidada passar ao seu lado. Héracles ateia fogo aos galhos secos ao seu redor, e também à ponta de suas flechas. Após isso, lança algumas em direção do monstro, o qual levanta-se da água, ferido. Vendo-se encurralada, ela segue para a única saída que havia: a que Héracles estava.

A hidra começa a atacá-lo, porém suas presas de nada valiam contra a pele de seu finado irmão. Ao passo que o monstro tenta matá-lo, o herói começa a cortar suas cabeças, mas para sua surpresa, quanto mais cabeças caíam atingidas por sua espada, mais cabeças haviam a cair.

Enquanto procurava um meio de ganhar a luta com o monstro, o herói sentira um beliscão no pé. Inicialmente preocupado que fosse o veneno da Hidra o agente causador da dor em seu pé, Héracles vê, momentos antes de perfurá-lo com sua espada, que a dor causada era devido à um beliscão de um caranguejo gigante enviado por Hera para ajudar a hidra. Após isso, Hera coloca o caranguejo nos céus, criando a constelação de Câncer, a qual deu origem ao signo.

Com essa ação de Hera, Héracles estava aberto a também pedir ajuda. Iolau rapidamente prontifica-se a ajudar o tio. Pensando rapidamente, o herói manda que o sobrinho, usando um pedaço de ferro incandescente, queimasse os tocos nos pescoços do monstro gerados por sua espada. Assim que a ação inicia, o êxito começa a aparecer: as cabeças não mais regeneravam-se. Restando apenas a cabeça imortal, Héracles desfere um grande golpe de espada nele, caindo o corpo do monstro no chão, sem vida. Com a cabeça ainda rosnando para eles, sobrinho e tio jogam-na no pântano, em uma cova feita por eles, a qual depois foi coberta por diversas pedras.

Além da pele do leão de Neméia, agora o herói possuía outra arma contra os próximos desafios: as flechas que ele mergulhara no veneno da hidra de Lerna, as quais ajudariam o herói futuramente.

Quando volta com as cabeças da hidra para o palácio, Euristeu, em sua covardia, esconde-se novamente e manda que o herói removesse-as do salão e que enterrasse-as longe de lá. Assim, mais uma das tarefas de Héracles fora concluída com êxito.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - O Leão de Neméia


Assim que recebe a profecia do oráculo, Héracles coloca-se a caminho do palácio do rei Euristeu. O rei fica com medo do herói ao ver de longe seu tamanho e força, e começa a pensar em um trabalho que levasse-o para longe de si e com sorte, que o matasse.

Ao saber desse desejo de Euristeu, Hera manda Morfeu colocar uma visão nos sonhos do rei, para que assim ele soubesse exatamente o que designar ao herói, alguma tarefa terrível, e é quando ele lembra-se do terror que assombrava as terras de seu reino: o leão de Neméia.

Tal leão era filho de Tifão e Equidna, e irmão de vários outros monstros da mitologia, alguns enfrentados por Héracles. Sua pele era impenetrável, motivo que faz Euristeu designar a tarefa ao herói. Héracles procura-o em toda parte, fazendo algumas pausas para descansar, e logo o acha.

Por dias Héracles observa o comportamento do leão e fica intrigado com o fato de, mesmo tendo sua caverna vigiada, o animal conseguia aparecer a quilômetros de sua entrada. Ao procurar pistas, ele descobre uma segunda caverna, a qual ele conclui possuir uma conexão com a primeira.

Assim sendo, Héracles espera o momento em que o leão adentra-as, e fecha uma delas com uma pedra e coloca fogo em uma árvore à frente da pedra. A fumaça produzida adentra a caverna, e induz o leão a sair dela, pela entrada aberta. Enquanto isso, Héracles percorria a distância de uma entrada à outra, para surpreender o monstro.

Ao chegar do outro lado, o herói vê o leão saindo e parte para cima dele. A luta começa e Héracles percebe o motivo de Euristeu ter dado a ele tal tarefa: o leão era impossível de se matar com armas, pois sua pele era impenetrável. Assim, deixando sua clava de lado, Héracles estrangula-o com as próprias mãos. Assim que a vitória chega, Héracles não consegue achar alguma arma para tirar a pele do leão, até que se lembra de suas patas. Ao utilizá-las, finalmente consegue arrancar a pele do leão. Tal pele ainda deixaria Hera frustrada por ter mandado o herói nessa missão primeiramente, pois ela muitas vezes depois salvaria sua vida mortal.

É após a morte do leão que a constelação/signo de mesmo nome surge, criada por Hera em memória do monstro. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Teseu


Bom, como todos os brasileiros que visitam o blog sabem, há pouco tempo atrás foi lançado aqui o filme Imortais, um novo filme de mitologia grega. A trama conta a história de Teseu, no filme um camponês que tem sua mãe morta pelos soldados do rei Hipérion, e que a partir daí começa sua busca por vingança. Então, com o lançamento desse filme, nada mais justo que postar sobre tal herói. Aproveitem.

Teseu era tido como o filho do rei Egeu, governante de Atenas e de Etra, quando o rei se hospeda na casa de um amigo, e esse arruma tudo para que o rei durma com uma de suas filhas. Porém, o que não sabiam é que o rei era na verdade estéril, e que o bebê que estava sendo carregado por Etra era uma cria de Poseidon, o qual, tomando a forma do rei, teve relações com a mulher.

Quando está para ir embora, já tendo conhecimento de que Etra ficara grávida, Egeu coloca uma espada e um par de sapatos, os tampa com uma pedra, e diz a ela que quando o garoto tivesse idade suficiente, que ela o mandasse para a pedra, e que a removesse. Se tivesse êxito, o jovem deveria ir até o palácio do "pai".

Após conseguir facilmente levantar a pedra, Teseu toma a direção do palácio, indo por terra, caminho mais difícil a ser tomado. Nele, Teseu enfrentou diversos perigos e ladrões, inclusive Procusto, vilão o qual amarrava a vítima em uma cama, e dependendo de sua altura, cortava o excedente, ou esticava a pessoa até a morte. Acabou encontrando seu fim da mesma maneira que muitas vezes utilizara com os outros.

Antes de chegar ao palácio, Medéia, a mesma que foi largada por Jasão e que agora estava com o rei, vê no jovem sua ruína, e tenta dissuadir o rei a matá-lo. Antes que Teseu fosse morto, o pai percebe nele os sapatos e a espada, desmascarando Medéia, que foge.

Após isso Teseu toma conhecimento do estado de Atenas: a cada sete anos a região deveria oferecer a Creta catorze jovens, sete homens e sete mulheres para que fossem levados para o labirinto do Minotauro, e oferecidos em sacrifício. Teseu toma a decisão de ir junto das oferendas e matar o monstro, e comunica isso ao seu pai. O rei diz então que quando estivesse voltando, que içasse velas brancas no navio, como um aviso de que tinha obtido êxito.

Ao chegar em Creta, Teseu já faz uma admiradora, Ariadne, a princesa de Creta. A jovem corre até Dédalo, e pede que ele o ensine a vencer o labirinto. Dédalo diz a ela o óbvio: que Teseu amarre uma corda na entrada do labirinto e em si mesmo e que siga-a de volta quando houvesse matado o minotauro.

Ariadne comunica tal detalhe a Teseu, e faz ele prometer levá-la junto de si quando fosse embora daquelas terras. Teseu segue o plano, e consegue matar o Minotauro e sair do labirinto sem derramar sangue ateniense. Eles partem de volta à Atenas, com Ariadne junto à ele.

No caminho de volta, intencionalmente ou não, Ariadne fica na ilha de Naxos. Para completar, ao terminar sua volta, Teseu esquece de trocar as velas e seu pai, achando que seu filho havia morrido, suicida, fazendo assim Teseu o rei de Atenas.

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Livro Percy Jackson e os Olimpianos


-Em Percy Jackson, Dionísio diz ter encontrado Ariadne e desposado ela, o que faz sentido, tido que Naxos era uma ilha protegida por ele.
-Em O Ladrão de Raios e O Último Olimpiano Percy enfrenta o Minotauro, assim como Teseu.
-Em o Ladrão de Raios, Percy também enfrenta Procusto.
-Em O Último Olimpiano, Percy combina com sua mãe de mandar um sinal caso saísse vivo da batalha com Cronos, aspecto representado pelo seu pedido à Zeus de tingir o topo do Empire State de azul.

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Filme Imortais


Aviso: se não quiser saber o enredo do filme, não leia.

O filme Imortais, dirigido por Tarsem Singh mostra uma história de Teseu. Tal história não é baseada em algum conto mitológico, nem há registros dela. No filme, Teseu é um camponês que entra na luta contra o rei Hipérion após este ter matado sua mãe. Apenas em algumas cenas a mitologia é retomada ou se faz alguma alusão a ela, como no momento em que um dos soldados de Hipérion, incumbido de matar Teseu, coloca um capacete de chifres e cabeça de touro, simbolizando o Minotauro. Para os curiosos, o Arco do Épiro não existe na mitologia realmente, ele foi criado para esse filme.

Em minha opinião, o filme é bem fraco, não tanto como foi Fúria de Titãs, mas ainda assim fraco. A mitologia não foi bem representada, pois em determinado momento que Apolo e Atena desrespeitam a ordem de Zeus de não intervirem nos assuntos humanos, Zeus arranja um chicote flamejante(não sei de onde) e dá um golpe em Apolo, o matando. O próprio Apolo não foi bem representado, pois possuía um capacete com algo parecido com uma crina feita com espetos, como se fossem os raios do sol. Em contrapartida, o deus utilizava um martelo como arma, sendo que sua arma principal é o arco e flecha, e o martelo pertence a Hefesto.

Não sei se foi intencional, ou se foi algum descuido do roteirista, porém Hipérion é um dos titãs, e imortal. Lá ele foi colocado como um rei e mortal. Considerando que o filme possuísse o Hipérion-titã e o Hipérion-rei, o diretor deveria ter repensado, por isso pode confundir muito a história do filme.

Outro deslize foi o monte Tártaro. Eu sei que na Grécia há o monte em si. Porém, na mitologia, o Tártaro propriamente dito, existe na camada mais profunda da Terra, abaixo do mundo subterrâneo, governado por Hades. No filme, o Tártaro está apenas a cem metros abaixo do solo.

Hipérion tenta libertar os titãs e para isso precisa do Arco do Épiro. Considerando-o como Hipérion-titã, o número de titãs encarcerados estaria errado, junto ao fato de Oceano não ter sido encarcerado no Tártaro junto aos outros.

Por último e não menos importante, há o fato da imortalidade. Apolo morre pelas mãos de Zeus, Atena morre pelas mãos dos titãs, Poseidon luta bravamente até o fim de suas forças e não é subjugado, assim como Zeus. A imortalidade na mitologia era tida com o Néctar e ambrosia, e após isso, os deuses não poderiam morrer. A única divindade que diziam saber o segredo da imortalidade e poder retirá-la dos deuses era a deusa primordial da noite escura Nyx. E mesmo após descartar tal fato, e mostrar Atena morrendo, ela aparece novamente em uma cena de luta no fim do filme.

No todo, o filme é até legal, apenas não deixem que meu senso extremamente crítico de mitologia faça vocês não assistirem, para ter sido criado um enredo todo desse do nada, o filme ficou muito bom.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Héracles (Ἡρακλῆς)


Após o incidente com Héracles e o próprio filho, Anfítrion passa a ser mais cuidadoso com Héracles, mais que com seu próprio filho. Ele designa os melhores sábios para ensinarem o herói, fazendo com que ele aprendesse a ler e escrever, fora outras artes como filosofia, literatura e astronomia. Anfítrion ensina-o a manejar lanças e flechas com mira e distância infalíveis, e também a utilizar espadas e clavas como nenhum outro herói.

O herói não causava dor aos outros injustamente, porém quem o provocasse não teria chances. Prova disso foi o professor de música de Héracles que, durante um dos treinos do garoto com a lira, fica possesso quando ele arrebenta de uma vez todas as cordas do instrumento, e começa a bater em Héracles. O garoto, já não suportando mais aquilo, resolve a angústia de seu professor, e joga uma lira em sua cabeça com tamanha força, que o professor não mais foi obrigado a vê-lo estragando suas liras como também nunca mais viu nada.

Héracles é levado a julgamento pela morte de seu professor, mas por ter sido bem ensinado bem sabia que poderia se livrar da culpa. Ele alega homicídio culposo, e os juízes não conseguem nada, acabando por absolvê-lo.

Após isso, seu pai mortal o manda para o campo, para impedi-lo de cometer outro crime. Nessa época, Héracles é chamado por um rei para ajudar a matar um leão que aterrorizava a região. Héracles, na calada da noite, deixa seus companheiros de lado, pega um tronco de árvore, esculpe uma clava e procura o leão. Ao achá-lo, desfere  apenas um golpe contra ele, não sendo necessário mais para matá-lo. Tal feito correu pela boca de todos e o rei convida Héracles ao seu palácio. Lá, suas cinquenta filhas ofereceram-lhe hospedagem durante cinquenta dias, mas principalmente durante cinquenta noites.

Após isso, Héracles retorna à Tebas, e toma conhecimento da situação do reino, que estava dominado pelo reino de Orcômeno. Héracles sugere ao pai que guerreiem contra Ergino, rei de Orcômeno, sendo apoiado pelo meio-irmão. Assim, os homens da cidade começam um treinamento intensivo, até o momento da guerra.

O exército inimigo chega, e se intimida com a resistência armada, mas logo em seguida começa a debochar dos guerreiros, rindo da situação de suas armas para depois se intimidar com com a ferocidade do ataque tebano. Héracles mata o rei, e o exército inimigo se refugia em sua cidade. Com artimanhas, o filho de Zeus faz com que os soldados fiquem encurralados, e acaba ganhando a batalha. Porém, para compensar a grande morte de um lado, Anfítrion morre. Como presente por essa vitória, o rei tebano dá a Héracles a mão de sua filha Mégara.

Em seu casamento todos os deuses marcam presença, exceto Hera, a patrona de tal ritual. Os deuses então dão a Héracles presentes magníficos, para ajudar em sua jornada.

Com o casamento de Mégara e Héracles, e com a glória do herói, Hera mais uma vez lhe causa o mal, mandando mais uma vez Ate até a vítima, o próprio herói. Em um ataque de loucura e cegueira, ele mata os filhos, vendo neles três monstros horrendos. O rei expulsa o herói de seu palácio, e Mégara abandona-o.

Héracles começa a vagar até chegar nas terras de Téspio, o qual ouve sua triste história e o acolhe, tentando amenizar a dor do amigo. Certo dia, dois mensageiros de Micenas comunicando a morte do antigo rei e a ascensão de Euristeu ao trono. O rei ordenava que Héracles se prostrasse diante dele, e indeciso quanto ao que fazer, o herói se dirige ao oráculo de Delfos. Preso por seu juramento, Zeus não possui mais nada a fazer do que fazer com que o filho se submeta a tal rei. pela voz do oráculo, Héracles recebe a notícia de que após se colocar a dispor de Euristeu e cumprir os doze trabalhos, seu pecado contra sua família seria perdoado finalmente.

Na próxima postagem dessa série: O Leão de Neméia.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Perseu



Um dos mais famosos heróis, após Héracles, Perseu é filho de Zeus com Dânae, uma princesa de Argos. Ela fora encarcerada em uma torre, com grades de ferro impedindo que saísse, pois certa vez a pitonisa, aquela que transmitia em Delfos as profecias de Apolo, havia dito que o rei, Acrísio, além de não ter herdeiros homens, morreria pela mão do próprio neto.

Enquanto pôde, o rei matou todo e qualquer pretendente à mão de sua filha, até que vendo o desenvolvimento de sua filha como mulher, e julgando não ser mais capaz de conter tantos pretendentes, o rei a encarcera na torre. Zeus, vendo Dânae morrer de desejo por alguém que a fecundasse, e ele mesmo sentindo desejo pela princesa, se transforma em uma chuva de ouro, fecundando-a enquanto estava a princesa estava meio dormindo meio acordada em sua cama.

Mesmo tentando esconder de seu pai tal fato, o rei acaba por descobrir e, para não sujar as mãos com o sangue da própria família, coloca a filha e o bebê já nascido em um recipiente e joga ao mar, ficando tranquilo após terrível feito.

Um pescador, ao avistar o recipiente, vai lá ver do que se trata, esperando algum tipo de riqueza, e se surpreende ao ver a mulher e o bebê em seu interior., levando-os à sua casa. Após algum tempo, após o crescimento de Perseu, o rei Polidectes vê Dânae em um campo, e a convida a morar com ele, o tipo de convite real que não se pode recusar, e é levada ao palácio, junto a Perseu, já jovem agora.

Em uma tática para se livrar do rapaz, Polidectes forja um falso casamento com outra princesa, fazendo com que Perseu, sem ter o que oferecer de presente ao casal, promete-se qualquer coisa, até a cabeça de uma Górgona, presente bem aceito pelo rei, o qual pede a cabeça de Medusa como oferenda.

Perseu, mesmo sabendo do perigo que correria, aceita o desafio do rei, e parte em busca do covil das Górgonas. Atena, que tudo via, e que odiava Medusa por ter profanado um de seus templos com Poseidon, instrui o herói para que fosse ao jardim das Hespérides para encontrar as armas necessárias para a luta, mas diz também que as únicas criaturas que possuem a localização do jardim são as Greias, três irmãs com um único olho e dente.

O herói rouba tais objetos e as obriga a dizer-lhe a localização do jardim. Assim, Perseu se dirige ao local, e as ninfas ajudam o herói de bom grado, dando-lhe um par de sandálias aladas que pertencera à Hermes, o elmo da escuridão de Hades e um recipiente mágico onde Perseu guardasse a cabeça da Medusa sem que ela apodrecesse. Após isso, Atena também dá ao herói um escudo para sua aventura, e instrui ele a não olhá-la diretamente, e utilizar a superfície polida do escudo para isso.

Perseu dirige-se ao local em que se encontravam as irmãs, e toma cuidado ao se aventurar por lá, ao ver várias estátuas de pedra em sua entrada. Ele corta a cabeça da Medusa, enquanto todas estavam adormecidas. E sai voando invisível de lá.

Após sair de lá, o jovem cruza os ares e desce em um local de praias e rochedos, a Etiópia, e avista amarrada a um rochedo, uma linda mulher, e pousa ao lado dela. A mulher o conta que se chamava Andrômeda, e que era a princesa de tal lugar. Seu reino era constantemente atacado por um monstro, o qual só pararia com os ataques quando o rei lhe sacrificasse a própria filha. Após a princesa contar sua triste história, o mar começa a ficar revolto, e de lá surge o tal monstro. Perseu sai voando em direção a ele e, com os olhos fechados, estende a cabeça da Medusa em direção ao monstro, fazendo com que ele petrificasse, e caísse em direção das águas.

Para completar sua jornada, Perseu volta com Andrômeda, agora casada com ele, para o castelo do rei. Deixando de lado o fingimento, o soberano ordena aos seus guardas que acabassem com o herói. Porém, nem tempo de fazer isso tiveram, pois assim que Perseu põe os pés na sala do trono, várias estátuas de pedras são feitas, inclusive a de um rei covarde em pé na frente de seu trono. A cabeça de Medusa é oferecida a Atena, que a coloca em seu escudo.

Assim como a jornada foi completada, também a profecia teria de ser. Em uma competição de arremesso de disco em que Perseu competia, quando chega sua vez, uma rajada de vento desvia seu disco para a platéia, atingindo um dos espectadores. Dânae dá um grito, ao ver completa a profecia, Acrísio morrera, devido ao disco lançado pelo próprio neto.

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Ánalise em Percy Jackson e os Olimpianos

- Percy é concebido por Poseidon e Sally, e por ser semideus, só pode morar com Sally.
- Sally se casa com Gabriel Ugliano, um homem de péssima origem, podendo ser comparado ao rei.
- Em seu primeiro livro, Percy corta a cabeça da Medusa e oferece-a aos deuses.
- Em O Mar de Monstros, Percy encontra o barco de Luke, chamado Princesa Andrômeda, o qual possui uma mulher atormentada em sua fronte.
- Quando volta para casa, a cabeça de Medusa está em sua cama, e Gabriel Ugliano acaba tendo o mesmo destino do rei, sendo transformado em uma estátua de pedra enquanto estava em seu "trono": sua mesa de jogar Pôquer.

sábado, 1 de outubro de 2011

Orfeu



Orfeu era um jovem filho de Apolo com a musa Calíope. O pai, deus da música, dera de presente a ele uma lira e o ensinara a tocá-la com perfeição, quase tão bem quanto ele próprio. Com tal talento, Orfeu conseguia fazer com que os mortais não resistissem ao encanto de sua música, os animais se domesticavam ao ouvi-la, assim como as árvores e rochedos. Tamanha era a beleza de sua música, que durante a expedição dos Argonautas todas as vezes em que a tripulação se encontrava desanimada, ele tocava sua lira. Ao escutar o som e se deixar levar por ele, os tripulantes se sentiam com energia e ânimo renovados e logo a viagem prosseguia com seu curso. Além disso, a música interrompia brigas internas que irrompiam entre a tripulação e chegou a salvá-los das sereias onde, com sua lira, conseguiu acabar com a música contagiante de tais monstros.
Tornou-se famoso a partir de sua história com Eurídice. Ela era uma jovem que seguia-o a todos os lugares que ele fosse. Tanto em suas apresentações para os homens quanto para os animais e árvores, ela estava lá. Eles conversam e Eurídice pede para que Orfeu a deixe presenciar todas as suas cantorias. Além de deixa que faça isso, Orfeu acaba por se casar com Eurídice. Porém, como nada dura para sempre, logo Eurídice sofre a ação de Moros. Fugindo de um apicultor que a perseguia, a jovem pisa em um ninho de cobras, as quais a picam até sua morte. Após isso, as ninfas amigas de Eurídice amaldiçoam as abelhas do homem.
Após algum tempo, Orfeu encontra o corpo inerte de sua amada. Desolado, resolve ir até o *Hades para falar com o deus Hades. Ele começa a tocar sua lira a caminho do mundo subterrâneo. Caronte chora se lembrando de memórias felizes que nem sabia ainda ter, Cérbero se lembra sendo levado ao mundo inferior quando filhote. Cada alma no lugar se lembra de suas atrás e se comovem pelo herói e até mesmo Perséfone, rainha do submundo, se sente tocada pelas palavras do estranho que adentrava seu território, lembrando-se de quando estava em companhia das ninfas e é atraída pela armadilha de Hades e tragada para dentro da Terra. Inclusive as fúrias choram e pela primeira vez, seu senhor também. Após parar, Hades pergunta a Orfeu o que ele deseja, e o herói diz sua situação, e que deseja levar sua amada de volta ao mundo dos vivos. O deus dos mortos concorda, mas adverte-o a não olhar para trás em busca de sua amada, e diz que ele cumpriria sua palavra. Orfeu inicia sua jornada de volta, tentando sempre dar uma espiada em sua amada. Ao chegar à superfície se vira para vê-la, mas esquece que Eurídice também teria que estar de fora do Hades.  Ao que ele se vira, ele percebe seu erro, e vê sua amada desaparecendo diante de si.
Após sua missão mal sucedida, Orfeu fica vagando sem rumo certo desprezando todas as investidas das mulheres ao seu redor. Certo dia, irritadas com Orfeu e excitadas pelos ritos de Dionísio, elas começam a lançar flechas e pedras contra ele. Porém, ao som de sua música, os instrumentos caíam, incapazes de atingir seu alvo. Com sua gritaria, as mulheres conseguem abafar o som de sua lira, e com isso, conseguem se vingar pelo desprezo.
As Musas ajuntam seus pedaços e enterram. Segundo se diz, o Rouxinol canta mais suavemente sobre ele. Orfeu finalmente volta ao mundo dos mortos e revê sua finada esposa, sem o problema de olhá-la e ela ser tirada dele novamente

*Nota: o submundo pode também ser tido como Hades, assim como existe o Tártaro (lugar) e o Tártaro deus

Acima: quadro Lamentation d'Orphée no museu d'Orsay, em Paris