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sábado, 6 de outubro de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - O Touro de Creta


Ao tomar conhecimento do êxito de Héracles para limpar os estábulos do rei Áugias, Euristeu decide tentar vencer o herói pelo cansaço e perigo. Ele ordena ao herói que vá bem busca do touro de Creta, e que trouxesse-o até ele pelo mar.

Tal touro fora um presente do deus Poseidon para o rei Minos, e originou o signo de touro. Após ganhar grande pode marítimo com a ajuda do deus, Minis promete sacrificar qualquer animal que aparecesse vivo nas praias. Tempos depois, Poseidon manda um magnifico touro. Porém, maravilhado com o animal, o rei não o sacrifica e tenta enganar o deus dos mares matando um touro de segunda categoria. Vendo isso, Poseidon, além do já mencionado anteriormente, faz o touro, outrora calmo, ficar louco e furioso, passando a destruir tudo e todos os que ficassem em seu caminho.

Assim, Héracles navega até Creta, e vai ao encontro do rei Minos, para avisar-lhe de sua missão. Mostrando descaso quanto à segurança e à vida do herói, o rei dá o consentimento a tal operação.

Ao sair à procura do touro, logo o encontra, sendo em seguida atacado por ele. Antes que os chifres o atingissem, porém, Héracles desvia-se do ataque, deixando o touro no chão. Logo em seguida o animal levanta-se e e investe mais uma vez. Rapidamente aproveitando a situação Héracles segura os chifres do touro, levando sua cabeça ao chão, subjulgando-o. Apenas depois de muito tentar se libertar que o touro reconhece a derrota. Assim sendo, logo seus chifres já estavam amarrados, impedindo-o de se mover ou voltar ao ataque.

Quando chegara ao mar, facilmente a travessia foi realizada pois, nas costas do boi, a corrente d'água não era um problema. Chegando do outro lado, Héracles amarra o touro no estábulo de Euristeu antes de, por covardia, o medroso rei libertar o animal e este voltar a espalhar o terror na Hélade*.

* Hélade é o nome da região da Grécia antes de seu nome atual ser empregado pelos romanos.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - Os Estábulos do Rei Áugias


Após capturar a Corça de Cerínia, Héracles recebe de Euristeu a tarefa  limpar os estábulos do rei Áugias. Porém a tarefa não seria fácil, pois a região na qual as terras do rei estavam situadas eram muito férteis, e não mais precisavam de adubação. Com isso, o esterco produzido pelos cavalos que possuía começaram a ser empilhados, e logo não havia mais jeito para se livrar dele.

Assim, Euristeu ordena que Héracles faça tal serviço, esperando que ele gastasse muito tempo para realizar tal trabalho, senão morresse tentando. Ao chegar no local e ver o que esperava-o, ele mais uma vez percebe o quanto Euristeu odiava-o. Ele dirige-se ao rei e diz sua tarefa. Quando o soberano diz não poder disponibilizar trabalhadores, o herói responde que o faria sozinho e em um dia, levando o rei a oferecer uma parte de seus rebanhos caso ele realmente conseguisse tal façanha, chamando inclusive seu filho para testemunhar a oferta.

Quando o sol estava em seu ponto mais alto, Áugias vai até os estábulos ver como estava o trabalho do herói, apenas para ver que ele não estava lá. Quando indagado por seu senhor sobre o paradeiro de Héracles, um pastor diz ter visto o herói morro acima, levando Áugias crer que o herói era louco. 

Porém, utilizando-se de pedras, Héracles consegue desviar o curso de dois rios que pelas proximidades passavam. Junto a isso, valendo-se de árvores, montou um verdadeiro dique, acumulando toda a água dos rios, e assim que o volume acumulado era grande, o herói derrubara o dique, deixando as águas dos rios rumarem em direção aos estábulos.

Assim, em pouco tempo, a tarefa que parecia impossível fora realizada por Héracles, com a ajuda dos rios. Porém, alegando que o herói trapaceara, o rei Áugias recusa-se a ceder sua oferta. Após ouvir tal blasfêmia, Héracles leva Áugias ao tribunal. Chamado para depor sobre o caso, Fineu, o filho de Áugias, diz sobre o juramento dos dois homens, levando os juízes a tomarem partido a favor de Héracles. Porém, recusando a reconhecer a decisão, o rei exila seu filho e o herói.

Prometendo que o rei pagaria por sua avareza, Héracles volta para Euristeu, o qual não acreditava em seus olhos ao ver o herói. Ao tomar conhecimento da façanha realizada pelo herói para limpar os estábulos, Euristeu passa a temer mais seu subordinado, pois contatara que além de forte e ágil, também era inteligente. Ajudado por Hera, pensou em mais um trabalho, dando início a mais seis trabalhos, os quais levariam Héracles para longe do Peloponeso.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) -A Corça de Cerínia


Após recuperar-se do susto de ver de perto o javali de Erimanto, Euristeu manda Héracles perseguir a corça de Cerínia, um animal consagrado a Ártemis, o qual possuía cascos feitos de bronze, chifres de ouro, além de sua enorme velocidade. O tirano esperava que o herói morresse na tarefa, de tanto correr e, caso conseguisse, contava com o amor de Ártemis pelo bicho, o qual levaria a deusa a punir aquele que o tocasse.

O animal levara Héracles por várias regiões, como Corinto, Tessália, e até a região onde viviam os Hiperbóreos, povo o qual vivia no extremo norte. Porém, quando aproximaram-se do rio Ládon, a corça encontrou-se sem uma saída, sem algum lugar para atravessar o rio.

Aproveitando tal momento, Héracles atira uma de suas flechas, atravessando as patas no exato momento em que ficaram juntas num salto. Com sua mira, conseguira fazer com que não atingisse nada além de ossos e tendões, conseguindo que nenhuma gota de sangue do animal caísse, ao mesmo tempo que impediu seus movimentos. Porém, antes que conseguisse chegar perto dele para pegá-lo, ele ouve a indignação de Ártemis, a qual estava já para atacá-lo, com uma flecha pronta em seu arco.

Ao mostrar sua indignação com tal situação, Héracles explica as circunstâncias, de que fora obrigado por Euristeu e pelos deuses a realizar os trabalhos, os quais incluíam perseguir a corça da deusa, e diz que se fosse do interesse da deusa, que matasse-o ou se vingasse, assim como fizera a Actéon. Diante da humildade do herói, Ártemis vê sua raiva sumir, e contrariando sua vontade inicial, diz a Héracles que levasse a corça ao palácio, mas que não a machucasse mais.

Ao chegar no palácio, mais uma vez o filho de Alcmene mostrara-se capaz de realizar os trabalhos a ele impostos por Euristeu.

Após conseguir a 

domingo, 6 de maio de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - O Javali de Erimanto


Após espantar as aves do lago Estínfalo, a Héracles é designada a tarefa de perseguir o javali que assolava a região de Erimanto.

A caminho da regão, Héracles encontra-se com Folos, um centauro seu amigo, o qual  convida o herói para comer e descansar em sua caverna. Héracles banquetea-se com a comida oferecida pelo amigo, mas percebe que o amigo não o oferecera vinho para beber e ao dizer sua constatação ao amigo, ele lhe diz que normalmente não faria tal agrado, mas abriria uma exceção, pois o vinho dos centauros é inigualável e que seus irmãos ficariam furiosos com um humano bebendo deles. Pouco depois de abri-lo, vários centauros chegam e ficam furiosos com a presença de Hércules em sua cova e o fato do vinho estar sendo oferecido à ele, e se armam contra o intruso. Quíron vem em defesa do herói, porém de nada adianta. A batalha começa, os centauros jogando pedras e Hércules lançando suas flechas do alto, embebidas no veneno da Hidra de Lerna. Depois de um tempo, os centauros fogem, deixando a mostra a terrível situação: dentre todos os mortos, o imortal Quíron também havia sido ferido. Mesmo com seus conhecimentos medicinais, a dor não ameniza e o centauro pede a Zeus que tire sua imortalidade para poder morrer em paz. Zeus atende ao pedido mas, ao invés de deixar seu corpo ser levado pro Hades, ele o coloca nas estrelas, na constelação de sagitário. Além da morte do sábio centauro, outra morte atingira o herói. Ao final do massacre, Folos pega uma flecha para analisá-la . Héracles se sobressalta, temendo pela vida do amigo, e dá um grito ordenando que ele não tocasse na arma. Porém, tal ação assustara Folos, e com isso, o centauro deixara cair a flecha, que passa de raspão em sua pata. Assim, mais um amigo de Héracles jazia morto naquelas terras. Não querendo mais ficar nela, o herói vai em busca do novo monstro.

Procurando por todos os lados, Héracles demora a achar o rastro do animal, só encontrando depois de um tempo. Ele começa a seguir o rastro deixado pelo javali para achá-lo. Porém, essa a tarefa mais fácil, pois o que fora incumbido ao herói era conseguir levar o animal vivo, tendo assim, que persegui-lo e pegá-lo com as próprias mãos.

Durante dias e noites o herói perseguiu-o, porém o javali conseguia escapar dele facilmente, pois além de correr muito rápido, ele também conseguia  esconder-se em moitas e fendas estreitas. Várias e várias vezes o herói tivera que parar para descansar, devido à exaustão causada por tal tarefa.

Colocando a cabeça para pensar, Héracles chega à conclusão de que deveria conduzir o javali até um local o qual ele não conseguiria escapar. Assim, o herói começa novamente sua perseguição, conduzindo o animal até uma montanha coberta de neve.  Toda vez que ele tentava mudar de direção, Héracles jogava pedras em seu caminho, para fazê-lo retonar ao caminho original.

Assim que entrou na área de neve, as patas do javali afundaram, e não mais conseguiram sustentá-lo em sua corrida. Assim, Héracles conseguira amarrar o javali e levá-lo até o covarde rei. Euristeu, em um momento de desespero e pânico, deu um salto, e se jogou dentro de um grande vaso de barro. Indiferente à ação do rei, Héracles fora até o vaso, e na sua borda, curvara o javali para que o rei pudesse ver, com seus próprios olhos, que mais uma tentativa de matar o filho de Zeus fracassara.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - As Aves do Lago Estínfalo


Com a missão de matar Héracles mandando-o  abater a hidra de Lerna fracassada, Hera designa ao herói, por meio de Euristeu, a tarefa de batalhar contra as aves do lago Estínfalo, as quais possuíam asas, bicos e garras de bronze. Já não bastasse isso, eram gigantes e atacavam lançando suas penas na direção do inimigo.

Estava acompanhado de seu sobrinho Iolau, o pequeno protegido por um grande escudo e ele por sua vez vestindo a pele do leão de Neméia. Chegando ao local, eles veem várias penas de bronze no chão, contudo os pássaros os quais outrora possuíram aquelas penas não estavam à vista, fazendo Héracles começar a pensar em um modo de trazê-los para fora de seus esconderijos.

Neste momento, a deusa protetora dos heróis mandara sua ajuda, fazendo cair do céu duas matracas. Sob o olhar espantado de Iolau, Héracles pega uma delas e joga a outra para o sobrinho. Ao início do som feito por eles, originado pelo giro das matracas, os pássaros saem de seus esconderijos, e permanecem voando desordenadamente à frente do herói, sem conseguirem concentração alguma para atacá-los.

Largando os instrumentos, Héracles começa a soltar suas flechas contra os pássaros. Com o veneno da Hidra em suas pontas, as flechas matavam um ou mais pássaros sempre que lançadas, atingindo-os  certeiramente ou pegando de raspão, o suficiente para colocar o veneno do monstro na circulação dos pássaros. Os poucos animais restantes fugiram da região, para nunca mais voltarem.

Assim, mais uma tentativa de matar Héracles bolada por Euristeu e Hera fracassara.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - A Hidra de Lerna



Assim que mata o leão de Neméia, Héracles leva sua pele ao rei Euristeu. Porém o rei, covarde como era, recusa-se a ver o herói e devolve a pele do animal, deixando-a para Héracles.

Hera aparece mais uma vez nos sonhos do rei, e diz à ele que mande o herói matar a Hidra de Lerna, um monstro que já há algum tempo estava atormentando a região de, as vezes representado com sete ou nove cabeças.

O filho de Zeus pega seu sobrinho Iolau, e juntos rumam ao covil do monstro, irmão do leão de Neméia e vários outros monstros filhos de Tifão e Equidna. Armado com sua clava, espada e arco, junto à pele do leão, vestida por ele, parte para a procura da Hidra. Seu sobrinho pede para também ir, ao passo que o tio nega, dizendo que a condição imposta por Euristeu era a de que o herói realizasse os trabalhos sozinho.

Ao descobrir onde a Hidra escondia-se, Héracles encontrava-se em outro dilema: o de como trazê-lá até ele, pois o monstro estava submerso, apenas esperando alguma criatura descuidada passar ao seu lado. Héracles ateia fogo aos galhos secos ao seu redor, e também à ponta de suas flechas. Após isso, lança algumas em direção do monstro, o qual levanta-se da água, ferido. Vendo-se encurralada, ela segue para a única saída que havia: a que Héracles estava.

A hidra começa a atacá-lo, porém suas presas de nada valiam contra a pele de seu finado irmão. Ao passo que o monstro tenta matá-lo, o herói começa a cortar suas cabeças, mas para sua surpresa, quanto mais cabeças caíam atingidas por sua espada, mais cabeças haviam a cair.

Enquanto procurava um meio de ganhar a luta com o monstro, o herói sentira um beliscão no pé. Inicialmente preocupado que fosse o veneno da Hidra o agente causador da dor em seu pé, Héracles vê, momentos antes de perfurá-lo com sua espada, que a dor causada era devido à um beliscão de um caranguejo gigante enviado por Hera para ajudar a hidra. Após isso, Hera coloca o caranguejo nos céus, criando a constelação de Câncer, a qual deu origem ao signo.

Com essa ação de Hera, Héracles estava aberto a também pedir ajuda. Iolau rapidamente prontifica-se a ajudar o tio. Pensando rapidamente, o herói manda que o sobrinho, usando um pedaço de ferro incandescente, queimasse os tocos nos pescoços do monstro gerados por sua espada. Assim que a ação inicia, o êxito começa a aparecer: as cabeças não mais regeneravam-se. Restando apenas a cabeça imortal, Héracles desfere um grande golpe de espada nele, caindo o corpo do monstro no chão, sem vida. Com a cabeça ainda rosnando para eles, sobrinho e tio jogam-na no pântano, em uma cova feita por eles, a qual depois foi coberta por diversas pedras.

Além da pele do leão de Neméia, agora o herói possuía outra arma contra os próximos desafios: as flechas que ele mergulhara no veneno da hidra de Lerna, as quais ajudariam o herói futuramente.

Quando volta com as cabeças da hidra para o palácio, Euristeu, em sua covardia, esconde-se novamente e manda que o herói removesse-as do salão e que enterrasse-as longe de lá. Assim, mais uma das tarefas de Héracles fora concluída com êxito.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Héracles (Ἡρακλῆς) - O Leão de Neméia


Assim que recebe a profecia do oráculo, Héracles coloca-se a caminho do palácio do rei Euristeu. O rei fica com medo do herói ao ver de longe seu tamanho e força, e começa a pensar em um trabalho que levasse-o para longe de si e com sorte, que o matasse.

Ao saber desse desejo de Euristeu, Hera manda Morfeu colocar uma visão nos sonhos do rei, para que assim ele soubesse exatamente o que designar ao herói, alguma tarefa terrível, e é quando ele lembra-se do terror que assombrava as terras de seu reino: o leão de Neméia.

Tal leão era filho de Tifão e Equidna, e irmão de vários outros monstros da mitologia, alguns enfrentados por Héracles. Sua pele era impenetrável, motivo que faz Euristeu designar a tarefa ao herói. Héracles procura-o em toda parte, fazendo algumas pausas para descansar, e logo o acha.

Por dias Héracles observa o comportamento do leão e fica intrigado com o fato de, mesmo tendo sua caverna vigiada, o animal conseguia aparecer a quilômetros de sua entrada. Ao procurar pistas, ele descobre uma segunda caverna, a qual ele conclui possuir uma conexão com a primeira.

Assim sendo, Héracles espera o momento em que o leão adentra-as, e fecha uma delas com uma pedra e coloca fogo em uma árvore à frente da pedra. A fumaça produzida adentra a caverna, e induz o leão a sair dela, pela entrada aberta. Enquanto isso, Héracles percorria a distância de uma entrada à outra, para surpreender o monstro.

Ao chegar do outro lado, o herói vê o leão saindo e parte para cima dele. A luta começa e Héracles percebe o motivo de Euristeu ter dado a ele tal tarefa: o leão era impossível de se matar com armas, pois sua pele era impenetrável. Assim, deixando sua clava de lado, Héracles estrangula-o com as próprias mãos. Assim que a vitória chega, Héracles não consegue achar alguma arma para tirar a pele do leão, até que se lembra de suas patas. Ao utilizá-las, finalmente consegue arrancar a pele do leão. Tal pele ainda deixaria Hera frustrada por ter mandado o herói nessa missão primeiramente, pois ela muitas vezes depois salvaria sua vida mortal.

É após a morte do leão que a constelação/signo de mesmo nome surge, criada por Hera em memória do monstro. 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Héracles (Ἡρακλῆς)


Após o incidente com Héracles e o próprio filho, Anfítrion passa a ser mais cuidadoso com Héracles, mais que com seu próprio filho. Ele designa os melhores sábios para ensinarem o herói, fazendo com que ele aprendesse a ler e escrever, fora outras artes como filosofia, literatura e astronomia. Anfítrion ensina-o a manejar lanças e flechas com mira e distância infalíveis, e também a utilizar espadas e clavas como nenhum outro herói.

O herói não causava dor aos outros injustamente, porém quem o provocasse não teria chances. Prova disso foi o professor de música de Héracles que, durante um dos treinos do garoto com a lira, fica possesso quando ele arrebenta de uma vez todas as cordas do instrumento, e começa a bater em Héracles. O garoto, já não suportando mais aquilo, resolve a angústia de seu professor, e joga uma lira em sua cabeça com tamanha força, que o professor não mais foi obrigado a vê-lo estragando suas liras como também nunca mais viu nada.

Héracles é levado a julgamento pela morte de seu professor, mas por ter sido bem ensinado bem sabia que poderia se livrar da culpa. Ele alega homicídio culposo, e os juízes não conseguem nada, acabando por absolvê-lo.

Após isso, seu pai mortal o manda para o campo, para impedi-lo de cometer outro crime. Nessa época, Héracles é chamado por um rei para ajudar a matar um leão que aterrorizava a região. Héracles, na calada da noite, deixa seus companheiros de lado, pega um tronco de árvore, esculpe uma clava e procura o leão. Ao achá-lo, desfere  apenas um golpe contra ele, não sendo necessário mais para matá-lo. Tal feito correu pela boca de todos e o rei convida Héracles ao seu palácio. Lá, suas cinquenta filhas ofereceram-lhe hospedagem durante cinquenta dias, mas principalmente durante cinquenta noites.

Após isso, Héracles retorna à Tebas, e toma conhecimento da situação do reino, que estava dominado pelo reino de Orcômeno. Héracles sugere ao pai que guerreiem contra Ergino, rei de Orcômeno, sendo apoiado pelo meio-irmão. Assim, os homens da cidade começam um treinamento intensivo, até o momento da guerra.

O exército inimigo chega, e se intimida com a resistência armada, mas logo em seguida começa a debochar dos guerreiros, rindo da situação de suas armas para depois se intimidar com com a ferocidade do ataque tebano. Héracles mata o rei, e o exército inimigo se refugia em sua cidade. Com artimanhas, o filho de Zeus faz com que os soldados fiquem encurralados, e acaba ganhando a batalha. Porém, para compensar a grande morte de um lado, Anfítrion morre. Como presente por essa vitória, o rei tebano dá a Héracles a mão de sua filha Mégara.

Em seu casamento todos os deuses marcam presença, exceto Hera, a patrona de tal ritual. Os deuses então dão a Héracles presentes magníficos, para ajudar em sua jornada.

Com o casamento de Mégara e Héracles, e com a glória do herói, Hera mais uma vez lhe causa o mal, mandando mais uma vez Ate até a vítima, o próprio herói. Em um ataque de loucura e cegueira, ele mata os filhos, vendo neles três monstros horrendos. O rei expulsa o herói de seu palácio, e Mégara abandona-o.

Héracles começa a vagar até chegar nas terras de Téspio, o qual ouve sua triste história e o acolhe, tentando amenizar a dor do amigo. Certo dia, dois mensageiros de Micenas comunicando a morte do antigo rei e a ascensão de Euristeu ao trono. O rei ordenava que Héracles se prostrasse diante dele, e indeciso quanto ao que fazer, o herói se dirige ao oráculo de Delfos. Preso por seu juramento, Zeus não possui mais nada a fazer do que fazer com que o filho se submeta a tal rei. pela voz do oráculo, Héracles recebe a notícia de que após se colocar a dispor de Euristeu e cumprir os doze trabalhos, seu pecado contra sua família seria perdoado finalmente.

Na próxima postagem dessa série: O Leão de Neméia.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Héracles (Ἡρακλῆς)



O mais célebre dos semideuses gregos, e quem sabe até o mais célebre ser de toda a mitologia, foi um grande personagem na mitologia. Hércules para os romanos, é filho de Zeus e Alcmene. Zeus arma para que Anfítrion, marido de Alcmene, esteja fora em guerra para que ele possa fecundá-la. Assim, algum tempo após o marido sair em batalha, Zeus toma sua forma e chega na casa de Alcmene se passando por ele. Zeus, por saber o que aconteceria na guerra, diz a Alcmene os detalhes da vitória, e esta, convencida de que aquele é o marido, o abraça e faz amor com ele durante três dias, uma artimanha do senhor do Olimpo. Ele manda Hermes dizer à Hélio que não cumprisse sua jornada pelos céus. Também manda o filho até as horas, para impedi-las de arrumarem o cavalo de Hélios, caso o deus resolvesse descumprir sua palavra. Ao mesmo tempo que Hélios não poderia começar sua trajetória pelo céu, Selene é informada pelo mensageiro dos deuses de que sua estadia nos céus deveria ser prolongada, sendo assim noite tanto tempo quanto Zeus quisesse. Por último e não menos importante, Hipnos é incumbido de fazer com que todos os homens caiam em sono profundo, para que ninguém ache tal situação estranha. Assim, a noite de amor de Zeus e Alcmene se estende ao longo de três dias.

Anfítrion volta para casa, após Zeus sair de cena, e diz à mulher que havia vencido, assim como Zeus antes já havia dito. Ele começa a descrever a batalha, e diante das palavras de Alcmene sobre já ter ouvido tal história e ter se deitado com ele por três noites seguidas, ele se mostra confuso. Ele vai até o oráculo de Delfos, o qual diz que sua mulher daria luz a dois filhos, e um deles filho de Zeus, seria o maior herói de toda a Grécia.

Passados nove meses, às vésperas do nascimento de Héracles, Zeus revela aos outros deuses o nascimento de seu filho e que ele estará destinado a ser o rei de toda a Grécia. Hera, morta de ciúmes, começa a planejar contra o marido. Ela diz à deusa Ate, deusa dos atos inconsequentes, que a ajude turvando a mente de Zeus. Hera realiza um jogo dizendo a Zeus que ele sempre prometera coisas e nunca cumprira, e diz que jure que a primeira criança da linhagem de Perseu seria o grande herói dito. Sabendo que Héracles descendia da linhagem de Perseu, e tendo sua mente turvada por Ate, Zeus faz tal promessa, jurando pelo rio Estige, um juramento o qual nenhum mortal ou imortal poderia quebrar. Hera fica feliz com tal juramento, tendo conhecimento de que no mesmo momento, Nicipe, mulher de Estênelo, o qual também era filho de Perseu, estava grávida também. Mesmo estando grávida de sete meses, Hera ordena que Ilítia adiante o nascimento da criança de Nicipe e atrase o nascimento de Héracles. Assim feito, Euristeu, filho de Nicipe, nasce antes de Héracles e a profecia se torna o contrário do esperado por Zeus.

Hera anuncia aos deuses presentes o ocorrido a primeira criança descendente de Perseu não era Héracles, e sim Euristeu. Com isso, Zeus fica embasbacado ao ouvir tal notícia e não consegue acreditar nem compreender como fora enganado. Ele começa a correr os olhos por cada deus presente no salão, até que enxerga Ate. Ele pega a deusa pelos cabelos e a arremessa para fora do Olimpo.

Após esse acontecido, Zeus se dirige aos convidados, dizendo que não poderia quebrar o juramento, porém que apesar de tal ocorrido Héracles realizaria doze trabalhos e conquistaria uma glória nunca antes comparada a nenhum mortal ou imortal, e que a própria Hera iria se desculpar com ele. Hera pensa consigo que nunca chegaria tal dia, e que tentaria matá-lo quando bebê.

Zeus teme que Hera faça algo de ruim ao bebê e diz a Alcmene seu temor. Ele pede a Atena que engane Hera. Ela leva Hera para passear exatamente onde Héracles fora deixado. Atena faz a cabeça de Hera e esta apieda-se do bebê. Ela dá leite a ele, e ele suga tão fortemente que Hera tem que tirar o seio rapidamente. Nesse momento, o leite da deus esguicha nos céus, criando a via láctea, e ao mesmo tempo, tornando Héracles imortal. Elas ouvem passos poucos momentos antes que realmente saiam de perto do bebê. Atena sugere à Hera se esconder e ver quem se aproxima. Qual não foi a surpresa da deusa dos casamentos ao ver que a pessoa era Alcmene. Ela se morde de raiva e passa a tramar contra o enteado.

Só quando a primeira ameaça de Hera foi realizada que Héracles demonstrou sua real força. Ela manda duas serpentes ao berço onde o semideus dormia ao lado de seu irmão, para que elas o matem. As criadas que tomavam conta dos bebês acabam por adormecer, e as serpentes esgueiram porta adentro. Por sorte Héracles acorda antes que elas cheguem perto. Com o movimento de acordar, seu irmão também acorda e começa a chorar. As criadas acordam e começam a gritar pelo palácio. Anfítrion pega sua espada pronto para matar os animais. Porém, ao chegar onde estavam, percebeu que já não mais era necessário, Héracles havia estrangulado-as e salvado a si e o irmão da morte.

As próximas partes do mito de Héracles serão postadas futuramente entre posts de outro temas.

Acima:  escultura Heracles archer - Antoine Bourdelle no museu d'Orsay em Paris