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segunda-feira, 8 de abril de 2013

Hefesto (Ήφαιστος)


Deus do fogo e da metalurgia, incluindo as coisas fusíveis (como ferro, bronze, prata, ouro, entre outras), é um dos doze deuses olimpianos. Possui como símbolo o martelo e a bigorna. Sua forja está localizada abaixo do monte Etna.

Na época, tendo Atena¹ nascido da cabeça de Zeus após este ter engolido Métis quando ela estava grávida, 
Hera fica furiosa e, por partenogênese, assim como Gaia gerara Urano, ela gera Hefesto, esperando que o deus surgisse como um deus corajoso, justo e forte. Porém, tramar contra o soberano do Olimpo não funciona, e o deus nasce fraco, deformado e coxo². Ao ver o deus que gerara e ser chacota de vários outros deuses pela aparência de Hefesto, Hera atira-o do alto do Olimpo, em direção à Terra. Durante nove dias e nove noites ele cai, e no fim do nono dia, ele atinge o oceano, caindo em frente a Eurínome, filha de Oceano, e Tétis, filha de Nereu, as quais passam a cuidar do pequeno deus em segredo.

Em pouco tempo, descobrindo a maravilha de criar coisas, Hefesto passa a criar vários e vários adornos para Tétis e Eurínome. Assim, uma vez, estando Tétis usando uma joia de beleza inigualável, Hera pergunta a ela onde conseguira a jóia, ao que é lhe dada a resposta: das mãos de seu próprio filho. Porém, nem assim Hera fez questão de ver o filho, fazendo-o ficar furioso. Assim, para punir a mãe, ele cria um trono, e cria um mecanismo que iria prender Hera nele, ao jogar fios cujo metal só podia ser visto por Hefesto.

Assim, ao receber o trono, Hera logo se senta nele, apenas para logo ficar presa. Gritando, ela diz aos outros deuses que estava presa no trono, apenas para ser taxada de louca. Mas assim que alguns deuses tentam tirá-la à força de lá, eles veem que sua fala não tinha mentiras. Com isso, Zeus manda os filhos irem atrás de Hefesto, sendo o primeiro Hermes, o qual, mesmo com sua grande lábia não conseguira levar Hefesto ao Olimpo. O segundo fora Ares, preparado para um confronto com o meio-irmão. porém, mal o deus da guerra lá chega e é açoitado por um tição aceso e repelido com jatos de lava. O último fora Dionísio, deus do vinho, que, ao chegar lá, convidou Hefesto para beber. Tendo aceito o convite, logo o deus ferreiro ficara inebriado, sendo levado por Dionísio ao Olimpo. Chegando lá, Zeus oferece qualquer coisa ao deus para que ele liberte Hera, e ele responde que gostaria de ter a mão de Afrodite, deusa do amor sensual e da beleza.³

Após isso, ele se reconcilia com a mãe, fazendo várias e várias jóias para ela, e a defendendo quando ela necessitava, como quando Zeus a acorrentara por ter tramado contra ele. Porém, por ter ido contra o rei dos deuses, dessa vez é Zeus quem o atira do alto do Olimpo. Contudo, logo ele está de volta ao Olimpo e, após tantos e tantos problemas solucionados, ele passa a ser reconhecido como o pacificador do Olimpo, a quem todos os deuses gostavam. A única exceção era Ares pois, do mesmo jeito que odiava Deméter por ela ter ensinado os homens a agricultura e assim eles não entrarem mais em guerra, sua presença pacificadora acabava com as guerras do Olimpo.

É o forjador do Olimpo, e os ciclopes filhos de Urano, Arges, Brontes e Esteropes o ajudavam. É ele quem cria a primeira mulher, Pandora, as flechas de Apolo e Ártemis, o escudo de Aquiles (como um modo de agradecer à mãe do herói, Tétis, sua ama), os raios de Zeus e o gigante de bronze Talos.

Porém, com tanta habilidade e disposição para produzir tanta coisa, ele acaba esquecendo-se de sua vida amorosa. Então, como ao final dos dias não possuía forças para satisfazer sua mulher, a deusa do amor, ela acabava por procurar Ares para satisfazê-la. Mesmo não procurando mudar a situação em que sua mulher estava, ele não admitia que ela estivesse com outro e então, certa vez, quando Hélio, o deus que tudo vê lhe diz que sua mulher está o traindo, ele arma para ela e o amante.

Usando seus fios mais uma vez, ele estende-os ao longo de seu quarto. Ele diz a Afrodite que iria ficar um tempo fora, e se esconde assim que sai do palácio onde viviam juntos. Para confirmar as suspeitas, logo Ares chega, e entra em seu palácio. Contudo, mal ambos os deuses, nus, caem na cama, cai junto deles a teia de Hefesto, os prendendo. Após isso, ele chama os outros deuses para assistir aos amantes pegos em sua cama. Apenas depois de um apelo de Poseidon ao deus que ele concorda em libertar os dois. Junto a isso, quando Harmonia, filha de Afrodite com Ares, foi casar-se com Cadmo, fundador de Tebas, Hefesto dera a eles um presente, um colar amaldiçoado, que os traria infelicidade. No fim, Harmonia e Cadmo se transformam em serpentes após uma série de sofrimentos. O colar é passado para Sêmele, que morre antes de dar vida a Dionísio. Depois, segue Jocasta, que casa com o próprio filho, Édipo, e suicida depois disso. E seguidamente o colar ia passando de geração a geração entre os descendentes, espalhando entre eles o mesmo sofrimento de Hefesto.




¹Em algumas versões, é Hefesto que parte a cabeça de Zeus quando ele tem Atena, então Hera estaria planejando uma vingança contra Zeus por ele ter várias amantes, e não necessariamente devido a Atena.
²Em outras versões, Hefesto fica coxo após sua mãe ter lhe lançado do alto do Olimpo quando era bebê, ou então em sua segunda queda, quando Zeus o atira também do Olimpo.
³Em diferentes versões, Hefesto libera a mãe de bom grado, e Zeus dá a mão de Afrodite como agradecimento, sem nenhuma troca de favores.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Héstia (Ἑστία)



Filha mais velha de Cronos e Réia, irmã de Hera, Deméter, Hades, Poseidon e Zeus, contraparte da romana Vesta, é a deusa que representa a lar e o fogo, ao qual aquece e protege as famílias. Tal tarefa é incumbida a ela por Zeus, que diz à ela para manter e alimentar o fogo do Olimpo com a carne vinda dos sacrifícios dos mortais. 

Como representa o lar, não gosta de guerras e discussões, tendo em vista que, quando Dionísio chega  ao Olimpo e sua introdução ao panteão olimpiano deixaria-o com treze tronos, e tal número sendo indesejado, Héstia prontamente larga seu trono no Olimpo para manter o equilíbrio, passando a ser representada depois disso em um trono de madeira com uma almofada de lã branca, demonstrando sua humildade. Devido a essas e muitas outras, é a mais amada e respeitada entre os deuses. Faz parte, junto a Ártemis e Atena, das deusas virgens, tendo rejeitado Apolo e Poseidon em suas investidas.

Seu culto era muito forte, em todas as casas havia uma chama em um altar dedicado a ela, enquanto existia uma maior, para representar e proteger toda a cidade, presente no Prytaneion, local onde ficavam os governantes. Dentro das casas, o fogo servia para aquecer o coração das pessoas, por isso nunca deveria ser apagado. Ao casar, os filhos levavam um pouco do fogo da casa antiga para a nova. Já nos templos, seu nome era invocado antes de todos os outros deuses. Nas cidades mais evoluídas da Grécia, o fogo representava a aliança entre as colônias e a metrópole.

Em Roma, existiam as virgens vestais, mulheres que cuidavam do fogo da cidade. Elas deveriam se manter virgens e, caso quebrassem sua castidade, eram mortas. Se, porventura, o fogo da cidade apagasse, ele deveria ser reaceso apenas por meio dos raios do sol e espelhos. De toda maneira, a cada 1° de Março, o início do ano romano, ele era renovado.


Por Trás do Cotidiano

O chamado saguão ou hall de entrada também pode ser chamado de vestíbulo, isto é, o local onde as pessoas deixam seus objetos antes de adentrar o recinto, ficando mais confortáveis assim.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Ares (Ἄρης)


Deus grego da guerra, é tido como filho de Zeus e Hera, sendo o único homem que Zeus tivera. O local de seu nascimento é confuso, mas após vários autores colocarem que seu local preferido no mundo era a Trácia, lá também foi colocado seu lugar de nascimento. Era representado como um deus belo, de corpo esbelto e forte. Porém, para balancear tais características positivas, era representado como sanguinário, bárbaro e estúpido. Seus símbolos eram a lança, instrumento o qual serve para matar, e o abutre, animal que come a carne dos mortos após uma batalha.

Era odiado por quase todas as divindades, inclusive seus pais. Porém, apenas uma não via-o como um sanguinário estúpido: a deusa do amor e da beleza sensual Afrodite, mulher de Hefesto. Por ver apenas o superficial do deus, ela achava-o atraente. Com ela, Ares teve seis filhos: Phobos, Deimos, Harmonia, Adrestia, Eros* e Anteros. A primeira filha dessa relação adúltera, Harmonia, sofre pelas ações do pai e da mãe. Como quem não quer nada, Hefesto oferece um colar à deusa. Porém, como queria punir os pais dela, tal colar que ele dera era amaldiçoado, e envenenara toda a sua linhagem, inclusive o fim de sua vida, momento no qual ela e Cadmo, seu marido, deixa o mundo dos homens para virarem serpentes. 

Seus dois filhos Phobos e Deimos ajudavam-no, junto a Éris, em suas guerras. Enquanto Éris, a deusa da discórdia, semeava esta pelos campos de batalha, Phobos, deus do medo, colocava medo no coração dos combatentes, um a um, e Deimos, deus do pânico, fazia com que, em pânico, a outra tropa batesse em retirada rapidamente.

Vivia pela e para a guerra, não ligava para o motivo dos lados para estarem guerreando contanto que houvesse a guerra, e por isso tentava sempre provocar uma guerra a qualquer custo. Devido a isso ele facilmente prometeu estar ao lado dos gregos na guerra de Tróia e passou para o lado troiano. Porém, mesmo sendo deus da guerra, ele não leva a melhor em muitas delas, pelo contrário. 

Quando os gigantes Aloídas ameaçaram invadir o monte Olimpo, Ares tentou lutar com eles, apenas para terminar preso por eles e salvo tempos depois. Quando Tifão atacou o monte Olimpo, o deus da guerra foi um dos primeiros a fugir da luta, e deixá-la para outros deuses. Quando Hefesto prende Hera na cadeira e o meio irmão tenta ir lá buscá-lo para trazê-lo ao Olimpo, o deus coxo consegue acabar com ele. Fora isso, ainda perdeu para Diomedes, durante a Guerra de Tróia, e perdeu também para Héracles, quando este assassinou seu filho Cicno. Fora quando tentava lutar com Atena, batalhas nas quais sua derrota sempre fora inevitável.

Com tais atributos, não é de se admirar que os gregos, que prezavam pelo intelecto, odiassem-o. Porém, ao tornar-se Marte em Roma, seu papel mudou. Junto a várias outras divindades de outras culturas além de Ares, como a celta e a etrusca, por exemplo, Marte surgiu. E, como a sociedade romana era belicosa, Marte, o qual antes de sua expansão era um deus da fertilidade e defensor dos castelos e campos, vira deus da guerra com a expansão do império e o segundo deus mais importante de Roma, após Júpiter.

E se na Grécia Ares compartilhava a arte da guerra com Atena, em Roma esse papel era apenas de Marte, pois Minerva era deusa apenas da sabedoria, da tecnologia e das artes. Junto a ele havia Belona, uma deusa da guerra a quem era atribuída o papel de irmã, amante ou até mãe do deus. Também Juno pode ser considerada sua mãe, tendo ele após cheirar uma flor dada a ela pela deusa Flora, apesar de não ser confirmado. Acreditava-se que o fundador de Roma, Rômulo, e seu irmão, Remo, eram filhos de Marte com uma mortal chamada Réia Silvia. Por isso, acreditava-se que todos os romanos eram descendentes de Marte.


Por trás do cotidiano

Ainda hoje Ares e Marte permeiam a vida da sociedade. Ares apenas com o símbolo da masculinidade, o qual representava sua lança. Em contrapartida, Marte dá seu nome a várias coisas, como o nome do planeta, de seus habitantes, os marcianos,  do primeiro mês do mundo romano, Março, das artes da guerra, as artes marciais, e do terceiro dia da semana em algumas línguas, como martes, em espanhol, martedi, em italiano e mardi, em francês.


*(Segundo algumas versões Eros é filho de Ares, e não um deus primordial. Assim também como outras colocam dois Eros na linha genealógica grega, um primordial e este em questão.)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Poseidon (Ποσειδῶν)



Poseidon para os gregos e Netuno para os romanos, era o deus dos mares, cavalos, terremotos e maremotos e possuía como símbolos o tridente e o golfinho. Quinto filho de Cronos e Réia, se juntou aos quatro irmãos anteriores no estômago de seu pai. Quando Zeus o retira de lá, ele, Poseidon e Hades repartem o mundo entre si, cabendo aos deus o domínio das águas.
Em exemplo de seu irmão Zeus, Poseidon era o segundo maior gerador de filhos ao redor do globo. Teve o herói Teseu, o deus Tritão, o ciclope Polífemo, o gigante Órion, e Pégaso como filhos, para não citar os menos marcantes.
Assim como o mar, Poseidon possuía seu temperamento inconstante, com raivas que acabavam com a destruição do lugar ou pessoa que o enfurecesse ou então felicidades que o levavam a presentear lugares e mais lugares. Quando irritado, Poseidon agita sua arma, o tridente, e com isso as águas se movimentam conforme o bem querer do deus, assim como quando está calmo, ele cessa o tridente e o mar volta à sua calmaria, fazendo com que os marinheiros possam assim, viajar em segurança.
Sua história é marcada pelas inúmeras tentativas de possuir uma cidade, em quase todas sem sucesso. Sua primeira tentativa é a Ática. Lá ele enfrenta Atena, que considerava a cidade como sua. Poseidon pede que chamem a cidade de Possidônia e começa a oferecer alguns presentes, bate o tridente em uma rocha e no local surge um poço de água salgada. Tal poço, segundo o deus, instruiria os navegadores da cidade em suas viagens marítimas de longa distância. Adverte que, se chegarem os ouvidos perto da fonte esta produzir o som do mar, que não partam, pois encontrariam uma grande tempestade e seus navios seriam tragados pelas ondas.
Assim que o deus sai, Atena chega, e faz o mesmo gesto na rocha que Poseidon fez, brotando em seguida uma oliveira. Ela diz que o fruto irá saciá-los e que o ramo se tornaria o símbolo da paz. Nesse momento, Poseidon chega e tenta atacar a oliveira, ao que Atena se coloca entre ele e a árvore. Antes que possam começar uma luta, Zeus aparece entre ele e impede que realizem tais ações. Eles diz que os deuses votarão, pois era incapaz de decidir entre a filha e o irmão. Todas as deusas votam em Atena e todos os deuses votam em Poseidon, menos Zeus, ainda incapaz de decidir entre os familiares. Com isso, a cidade passa a se chamar Atenas.
Poseidon se revolta e lança ondas monumentais em direção à cidade, inundando grande parte dela. Os homens vão até o oráculo, e ele lhes diz que a ira do deus será aplacada assim que as mulheres de Atenas fossem castigadas. Com isso, às mulheres foi retirado o direito de voto, para não mais serem consideradas cidadãs. Junto a isso, às crianças deveria ser dado o nome do pai, e não mais da mãe.
Após esse fato, Poseidon disputa locais como Argos, Egina, Delfos e Naxos, perdendo e tendo que deixá-los para Hera, Zeus, Apolo e Dionísio, respectivamente. Em Argos, ao perdê-lo para Hera, Poseidon resolve se vingar novamente. Tendo prometido não inundar a cidade assim como fizera à Ática/Atenas, o deus faz o contrário. Agindo com malícia e inteligência, ele seca todos os rios da região, só permitindo que corressem novamente por lá após um templo ser erguido pelos cidadãos. Só ao tentar reclamar Corinto de Hélios, que ele acaba por dividir a cidade com o próprio, sendo ambos os patronos da cidade.
A única cidade em que foi cultuado à altura dos outros deuses foi Atlântida. Poseidon designou à seus cinco pares de Gêmeos o governo da cidade, dividindo-a assim, em dez partes. A cidade cresceu e se tornou um império, porém, ao cometer um erro, acaba sendo destruída pelo seu patrono, o mar.
O culto de Poseidon vem antes mesmo de Zeus, é um dos mais antigos do mundo grego. Supõe-se que o tridente possa ser relacionado ao raio mestre de Zeus, supondo que Poseidon já fora anteriormente um deus do céu.

domingo, 17 de julho de 2011

Hera (Ἥρα)


Juno para os romanos, era a rainha do Olimpo, senhora dos céus, deusa do casamento, e tinha como símbolos o pavão, a vaca e a romã. Era a terceira filha de Cronos e Réia, irmã de Zeus, e como costume de família, se casa com esse. Mas, não tão simples assim, se casa para esconder vergonhas. Tudo começa com Zeus tentando cortejá-la, porém a deusa se faz indiferente. Então Zeus se transforma em um filhote de cuco ferido, e comprovando o raciocínio do esperto deus, Hera o coloca em seu seio, exatamente o que manda seu instinto de mãe. Após Hera fazer isso, Zeus se transforma de volta e a agarra a força. Chega então o momento de se casar com o irmão para esconder sua vergonha de ter sido estuprada.
Mesmo se casando com seu irmão, esse não para de traí-la com outras mulheres, sejam deusas ou mortais. Por ser a deusa do casamento, não aprova a conduta do marido, o que a leva a perseguir as amantes dele.
Com Zeus tem três filhos, Ares, Hebe e Ilítia. Hefesto parte de um plano contra as traições do marido, apesar de acabar falhando. Como sempre, com raiva das traições de Zeus, Hera tenta gerar um filho que deixe Zeus impressionado. Mas, como não se é possível tramar contra o soberano do Olimpo, o filho sai torto e deformado, motivo pelo qual Hera, que preza pela perfeição na família, o joga de cima do Monte Olimpo.
Não gostava de Atena, por ser filha apenas de Zeus, apesar de esse não ter tido relações com Métis, e sim literalmente a engolido. Teve várias vinganças sobre as amantes de Zeus, como Semele, mãe de Dionísio, Leto, mãe de Apolo e Ártemis, entre outras.

Acima: estátua de Juno no Museu do Louvre

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Zeus (Ζεύς)


Rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo, corresponde ao deus romano Júpiter, deus do céu e do trovão. Como símbolos possui o relâmpago, a águia, o touro e o carvalho. Filho de Cronos e Réia, o mais novo dos irmãos. Repete a história de Cronos, onde o filho mais novo destrona o próprio pai e assume o trono. Isso ocorre por uma profecia de Urano, pai de Cronos, que à beira da morte, profetiza que Cronos será deposto por um de seus filhos, pois o crime gera o próprio crime.

Com isso, Cronos passa a engolir os próprios filhos, Héstia, Deméter, Hera, Hades e Poseidon. Para impedir o destino que se aproximava, Réia busca ajuda com a mãe Gaia. Réia parte para a ilha de Creta, e encontra as ninfas Adrasteia e Ida, e deixa o bebê Zeus aos seus cuidados. Ao voltar, embrulha uma pedra com fraldas e entrega ao marido para que ele devore-as, pensando ser sua cria.

Zeus cresce em Creta, sendo alimentado pelas ninfas com o mel da montanha, mamando o leite de uma ninfa-cabra chamada Amaltéia e protegido por gigantes armados, os Curetes, que cuidavam de abafar o choro da criança e sua voz, para que Cronos nunca o ouvisse.

Mesmo com toda essa vida, ele sabe que terá que enfrentar o pai, para que vingue seu avô Urano, e seus primos Hecatônquiros e Ciclopes. Assim que Amaltéia morre, ele percebe que a hora está chegando, e então, arranca o couro da cabra e faz dele o seu escudo, chamado Égide. (Em grego, Aegis)

Ele procura Métis, filha de Oceano e Tétis, deusa do bom conselho, que lhe diz que deve procurar a mãe quando chegar no território de seu pai. Ele percebe o quanto sua prima é atraente, sentimento que leva ele a desposá-la mais tarde.

Ao chegar no lugar em que sua mãe está, esta fica preocupada ao mesmo tempo que aliviada, mas com uma visita de Métis se convence que o que Zeus pretende fazer é o certo.

Réia faz dele o copeiro de Cronos e Zeus oferece ao pai uma taça de Néctar, onde junto estava diluída um líquido dado a Zeus por Métis, que leva Cronos a vomitar os deuses já engolidos, irmãos de Zeus, e pelo fato de serem divinos, não haviam sido digeridos. Começa então a luta dos deuses contra os Titãs, mas isso é mais à frente.

Zeus é o campeão de traições à sua mulher, a última delas sendo Hera, após ter engolido Métis (fato o qual gerou Atena) e largado Têmis. Em seus casos gerou vários deuses, muitos os quais habitam o Olimpo entre os doze grandes: Atena, Apolo, Ártemis, Dionísio, Ares, Ilítia e Hebe. Conta-se que tivera 115 mulheres mortais, com as quais tivera vários semideuses.

Acima: estátua de Júpiter no Museu do Louvre