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Por Trás do Cotidiano

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Os planetas não ficariam de fora da mitologia! Saiba mais sobre as curiosidades sobre eles.

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domingo, 16 de dezembro de 2012

Ares (Ἄρης)


Deus grego da guerra, é tido como filho de Zeus e Hera, sendo o único homem que Zeus tivera. O local de seu nascimento é confuso, mas após vários autores colocarem que seu local preferido no mundo era a Trácia, lá também foi colocado seu lugar de nascimento. Era representado como um deus belo, de corpo esbelto e forte. Porém, para balancear tais características positivas, era representado como sanguinário, bárbaro e estúpido. Seus símbolos eram a lança, instrumento o qual serve para matar, e o abutre, animal que come a carne dos mortos após uma batalha.

Era odiado por quase todas as divindades, inclusive seus pais. Porém, apenas uma não via-o como um sanguinário estúpido: a deusa do amor e da beleza sensual Afrodite, mulher de Hefesto. Por ver apenas o superficial do deus, ela achava-o atraente. Com ela, Ares teve seis filhos: Phobos, Deimos, Harmonia, Adrestia, Eros* e Anteros. A primeira filha dessa relação adúltera, Harmonia, sofre pelas ações do pai e da mãe. Como quem não quer nada, Hefesto oferece um colar à deusa. Porém, como queria punir os pais dela, tal colar que ele dera era amaldiçoado, e envenenara toda a sua linhagem, inclusive o fim de sua vida, momento no qual ela e Cadmo, seu marido, deixa o mundo dos homens para virarem serpentes. 

Seus dois filhos Phobos e Deimos ajudavam-no, junto a Éris, em suas guerras. Enquanto Éris, a deusa da discórdia, semeava esta pelos campos de batalha, Phobos, deus do medo, colocava medo no coração dos combatentes, um a um, e Deimos, deus do pânico, fazia com que, em pânico, a outra tropa batesse em retirada rapidamente.

Vivia pela e para a guerra, não ligava para o motivo dos lados para estarem guerreando contanto que houvesse a guerra, e por isso tentava sempre provocar uma guerra a qualquer custo. Devido a isso ele facilmente prometeu estar ao lado dos gregos na guerra de Tróia e passou para o lado troiano. Porém, mesmo sendo deus da guerra, ele não leva a melhor em muitas delas, pelo contrário. 

Quando os gigantes Aloídas ameaçaram invadir o monte Olimpo, Ares tentou lutar com eles, apenas para terminar preso por eles e salvo tempos depois. Quando Tifão atacou o monte Olimpo, o deus da guerra foi um dos primeiros a fugir da luta, e deixá-la para outros deuses. Quando Hefesto prende Hera na cadeira e o meio irmão tenta ir lá buscá-lo para trazê-lo ao Olimpo, o deus coxo consegue acabar com ele. Fora isso, ainda perdeu para Diomedes, durante a Guerra de Tróia, e perdeu também para Héracles, quando este assassinou seu filho Cicno. Fora quando tentava lutar com Atena, batalhas nas quais sua derrota sempre fora inevitável.

Com tais atributos, não é de se admirar que os gregos, que prezavam pelo intelecto, odiassem-o. Porém, ao tornar-se Marte em Roma, seu papel mudou. Junto a várias outras divindades de outras culturas além de Ares, como a celta e a etrusca, por exemplo, Marte surgiu. E, como a sociedade romana era belicosa, Marte, o qual antes de sua expansão era um deus da fertilidade e defensor dos castelos e campos, vira deus da guerra com a expansão do império e o segundo deus mais importante de Roma, após Júpiter.

E se na Grécia Ares compartilhava a arte da guerra com Atena, em Roma esse papel era apenas de Marte, pois Minerva era deusa apenas da sabedoria, da tecnologia e das artes. Junto a ele havia Belona, uma deusa da guerra a quem era atribuída o papel de irmã, amante ou até mãe do deus. Também Juno pode ser considerada sua mãe, tendo ele após cheirar uma flor dada a ela pela deusa Flora, apesar de não ser confirmado. Acreditava-se que o fundador de Roma, Rômulo, e seu irmão, Remo, eram filhos de Marte com uma mortal chamada Réia Silvia. Por isso, acreditava-se que todos os romanos eram descendentes de Marte.


Por trás do cotidiano

Ainda hoje Ares e Marte permeiam a vida da sociedade. Ares apenas com o símbolo da masculinidade, o qual representava sua lança. Em contrapartida, Marte dá seu nome a várias coisas, como o nome do planeta, de seus habitantes, os marcianos,  do primeiro mês do mundo romano, Março, das artes da guerra, as artes marciais, e do terceiro dia da semana em algumas línguas, como martes, em espanhol, martedi, em italiano e mardi, em francês.


*(Segundo algumas versões Eros é filho de Ares, e não um deus primordial. Assim também como outras colocam dois Eros na linha genealógica grega, um primordial e este em questão.)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Por Trás dos Planetas - Júpiter


Seguindo a ordem planetária, aterrissamos em Júpiter. Tal planeta não ganhou seu nome em vão pois, além de ser o maior planeta do sistema solar, remetendo ao deus romano governante dos outros deuses, ele também é o que possui mais luas, sendo no panteão greco-romano, o que mais teve amantes. Júpiter foi, na mitologia romana, o deus dos deuses, deus dos raios e trovões, o senhor dos céus, comparado ao Zeus grego. O símbolo do planeta remete à arma utilizada pelo deus, seu raio-mestre, forjado pelos ciclopes. A seguir, há a lista de nomes e histórias de suas luas.

Adrastéia: Junto à ninfa-cabra Amaltéia, e à ninfa Ida, cuidou de Zeus quando este lhe foi entregue por Réia, buscando salvar seu filho de ter o mesmo destino de seus outros cinco filhos, ser devorado pelos marido Cronos.

Amaltéia: Ninfa-cabra que, junto a Adrastéia e Ida, cuidou de Zeus, escondendo-o de Cronos e amamentando-o com seu leite. Em certa brincadeira com o pequeno, perde um dos chifres, o qual é transformado pelo deus em uma cornucópia, fornecendo às ninfas qualquer alimento pedido. Quando Amaltéia morre, Zeus  utiliza sua pele para forjar seu fiel escudo, chamado Aegis.

Calícore: Uma das dezoito Ménades, nome dado às sacerdotisas do deus Dionísio.

Calisto: Filha de Licaón e uma das amantes de Zeus. Possuía um filho, chamado Arcas. Por ser jovem e bela, Calisto atraíra a atenção do senhor dos deuses, fazendo ele deitar-se com ela. Porém, assim como mulheres jovens e belas não escapam aos olhos do soberano dos céus, as traições do mesmo não escapam aos olhos de Hera, sua ciumenta esposa. Dessa maneira, Hera castiga Calisto, transformando-a em um urso. Contudo, mesmo em forma de urso, Calisto tentava continuar agindo como sempre fizera, andando sobre duas patas e mantendo-se o mais ereta possível. Sem sorte em voltar à sua forma humana, Calisto vê Arcas caçando e aproxima-se para abraçar o filho. Sem reconhecer a mãe e temendo pela própria vida, Arcas ergue sua lança contra o animal. Percebendo a tragédia que estava para acontecer, Zeus eleva os familiares ao céu, transformando Calisto na constelação da Ursa Maior e Arcas em seu guardião, a Ursa Menor.

Cilene: Ninfa oréade ou náiade, as vezes tida como filha de Oceano e Tétis, mesmo sem estabelecimento maior sobre tal relação.

Coré: Outro nome designado à deusa da primavera Perséfone. Filha de Zeus e Deméter, foi raptada por Hades, pois este, encantado com sua beleza, raptou-a e, na estadia da sobrinha no submundo, fez com que ela comesse algumas sementes de romã. Assim surgiram as estações, sendo verão quando Perséfone está com a mãe e inverno quando ela está no Hades. Foi durante a busca por Perséfone que Deméter teve com Poseidon Árion e Despina. A deusa da primavera é chamada Coré quando é representada como filha de Deméter e de Perséfone quando é mostrada como esposa de Hades.

Elara: Outra das amantes de Zeus. O deus dos deuses, para escondê-la da ira de sua mulher, abriga-a nas profundezas da Terra, nas entranhas de Gaia. Ela dá a luz a Tício, o qual, após tentar violentar Leto, é morto por Apolo e Ártemis, sendo no Hades condenado a ficar esticado com um abutre comendo seu fígado, assim como já ocorrera a Prometeu.

Esponda: A sétima das Horas, deusas que representavam o dia, trabalhando junto a Hélios. Não confundi-la com sete horas. Representava a hora das libações após a refeição.

Eurínome: Junto a Zeus, foi a mãe das Cárites, chamadas* Aglaia, Tália e Eufrosina.

Europa: Princesa da Fenícia, irmã de Cadmo. Como muitas outras, a princesa atrai a atenção de Zeus, o qual transforma-se em touro e aproxima-se da jovem, induzindo-a a subir nele. Europa sobe no touro, sem saber que na realidade ele era um deus. Rapidamente, Zeus atravessa o rio a nado, ainda sob a forma de touro e com a princesa em seu dorso. Na ilha de Creta, Zeus faz amor com Europa, e dessa união surge Minos, o tirano rei de Creta. Enquanto Europa sumira, Cadmo fundara a cidade de Tebas. A história da criação do signo de touro é relacionada a Europa.

Ganímedes: Príncipe de Tróia, por quem Zeus apaixonou-se. O deus transforma-se em uma águia e rapta-o, possuindo-o em pleno vôo. O jovem é levado ao Olimpo, e passa a servir o néctar aos deuses, substituindo Hebe, quando a mão desta é dada à Héracles. É em seu conto a origem para o signo e constelação de aquário.

Hegemone: Uma das duas Graças cultuadas pelos atenienses.

Herse: Uma das três filhas do rei ateniense Cécrope I. Segundo a lenda, as três receberam um baú entregue por Atena, sob estritas ordens de não abri-lo. A última das irmãs obedeceu, porém a curiosidade tentou as outras duas, as quais acabaram sucumbindo a ela. Após verem o conteúdo do jarro, ambas são levadas à loucura e suicidam jogando-se da Acrópole. O filho de Herse e Hermes, Céfalo, foi um dos jovens raptados pela deusa Eos, por motivos de amor.

Jocasta: Mãe de Édipo. Casada com Laio, rei de Tebas. Quando Édipo nascera, um oráculo profetizara que a criança mataria o próprio pai e casaria-se com sua mãe. Assim, Laio manda a criança ser abandonada em um monte. Porém, logo ela é encontrada por um pastor, que o cria como seu próprio filho. Após crescer e consultar o oráculo, Édipo ouve a mesma profecia dita ao seu pai. Achando que o casal que o criara eram seus pais biológicos, Édipo foge de casa. Em sua caminhada, ele encontra um homem no bosque, e diante de sua ordem para que saísse da frente, Édipo briga com ele e mata-o. Continuando seu caminho, ele é abordado pela Esfinge, monstro o qual aterrorizava a cidade de Tebas. Ela lança seu enigma, dizendo que se lê conseguisse resolvê-lo, poderia seguir seu caminho. Porém, se falhasse, teria o destino de tantos outros, a morte. A Esfinge então diz o desafio: "Qual o ser que caminha com quatro pernas de manhã, duas a tarde e três a noite?". Após pensar, Édipo responde: o homem, pois engatinha quando criança, anda sobre as duas pernas durante a juventude e utiliza uma bengala quando velho. Com seu enigma resolvido, a Esfinge pula de um penhasco para encontrar a Morte.
Ao chegar na cidade, Édipo é aclamado e feito rei dela, casando-se com a rainha Jocasta e tendo quatro filhos com ela. Após um tempo com Édipo como rei, uma peste assola Tebas. Édipo vai até o oráculo buscando a resposta, e lhe é dito que a praga só seria aplacada após o assassino de Laio ser punido. Ligando os fatos, Édipo descobre ser ele o assassino, e que Laio, seu verdadeiro pai, era o homem que ele matara no bosque. Com essa verdade, Jocasta comete suicídio e Édipo se cega, além de ser banido da cidade. Após duas saída, seu irmão Creonte apodera-se do trono e cuida dos filhos de seu irmão, a pedido do mesmo.

Leda: Rainha de Esparta, esposa do rei Tíndaro. Após Zeus transformar-se em cisne e seduzi-la, Leda chocou dois ovos, dos quais nasceram Clitemnestra, Cástor, Pólux e Helena. Mesmo esses dois últimos sendo filhos do deus dos deuses, Tíndaro adotou-os e os criou como seus próprios filhos. Cástor e Pólux deram origem ao signo de gêmeos, devido ao fato de serem inseparáveis.

Lisitéia: Uma das filhas de Oceano e mais uma das amantes de Zeus. Pode também ser outro nome para Sêmele, a amante de Zeus que fora induzida por Hera a pedir para Zeus amá-la em sua divina forma. Após ser incinerada, Zeus coloca o feto, que mais tarde viria a ser Dionísio, em sua coxa, até ele nascer.

Métis: Titânide filha de Tétis e Oceano, chamada Prudência pelos romanos. Foi a primeira esposa de Zeus, e ajudou-o a fazer o pai Cronos vomitar os outros filhos, que estavam em seu estômago. Métis tentou várias vezes escapar de Zeus, porém sem sucesso. Assim, mais uma das amantes do deus dos céus estava grávida. Porém, após esse fato, Gaia adverte Zeus que a primeira cria de Métis seria uma mulher, com força e sabedoria iguais as dele. Porém, se Métis viesse a ter um segundo filho, ele seria rei de homens e deuses. Temendo por seu poder, assim que encontra Métis novamente, Zeus engole-a. Porém, após anos, quando já estava casado com Hera, o deus sente uma terrível dor de cabeça. Ele chama Hefesto, e o ferreiro quebra a cabeça do deus dos deuses. De lá, sai uma deusa com armadura completa: Atena, a deusa da sabedoria e estratégia de batalha.

Mnemósine: Uma das titânides, filha de Urano e Gaia. Personificava a memória, em contrapartida a Lete, divindade do esquecimento. Dizia-se que ela era a única a não ser influenciada por Cronos, pois afinal o tempo passa, mas a memória é preservada. Junto a Zeus, foi genitora das Musas, em uma relação já explicada anteriormente.

Pasífae: Mais uma das amantes de Zeus. Para conquistar e conseguir uma donzela, chamada Europa, Zeus se transforma em um touro e vai até ela, dando indícios de que ele a deixaria subir nele. Assim que Europa sobe no touro, sem saber que este era um deus, Zeus atravessa o rio nadando, ainda sob a forma do animal. Chegando à ilha, a fecunda.
Dessa união surge Minos. A segunda parte da lógica do nome e do símbolo do signo é essa: Minos pede à Poseidon que o faça rei dos mares e em troca sacrificaria um dos touros de sua manada. Poseidon faz sua parte no acordo, mas na vez de Minos, o rei tenta enganar o deus e sacrifica um touro de segunda categoria.
Com uma afronta dessas, Poseidon fica furioso e pede ajuda a Afrodite em sua vingança. Afrodite induz Pasífae, mulher de Minos, a amar um touro branco da manada do marido, o qual deveria ter sido sacrificado ao deus dos mares. Porém, como levar adiante esse amor sendo ela humana e ele um animal?
Desesperada, Pasífae pede ajuda a Dédalo, o famoso construtor do labirinto do Minotauro, monstro que coincidentemente é filho da rainha. Dédalo cria um jeito de Pasífae se unir ao touro, uma espécie de vaca que permitisse, com Pasífae em seu interior, tal feito.
Desse união surge o Minotauro, a segunda das possibilidades de origem do signo de touro.

Taigete: Uma das Plêiades, as sete filhas de Atlas e Pleione(as vezes numeradas como quinze*). Eram deusas dos bosques, montes, rios e campos. Segundo a lenda, quando atraíram o interesse masculino de Órion e este começou a persegui-las. Cansadas de fugir do caçador, elas pedem ajuda a Zeus, que as transforma em uma constelação. Quando Atlas foi condenado a sustentar o céu nos ombros, seu único consolo era ver suas filhas brilhando no céu.

Tione: Outro dos nomes de Sêmele. Após Hera tomar conhecimento sobre ela, a deusa induz a mortal a pedir que Zeus ame-a em sua verdadeira forma. Sêmele faz isso, e devido ao fato de Zeus ter jurado  pelo Estige que realizaria o desejo da amante, ela tem seu pedido realizado. Zeus coloca o feto de Dionísio na coxa, e lá deixa-o até que o deus nasça. Após se desenvolver e virar um deus, Dionísio desceu ao Hades e tirou a alma de sua mãe de lá. Quando Sêmele foi elevada ao Olimpo, recebeu o nome de Tione.


*Assim como vários outros seres, seus nomes e número variam de acordo com cada região, autor, etc.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Por Trás dos Planetas - Marte


É o deus romano das guerras, equivalente ao grego Ares (Ἄρης), filho de Zeus (o romano Júpiter) e Hera (Juno) e irmão de Hebe, Hefesto e Ilítia, sendo Hefesto por parte de mãe apenas e Ares, Hebe e Ilítia por pai e mãe. Tal planeta fora assim nomeado devido à sua coloração vermelha, cor a qual lembra muito a guerra e sentimentos exaltados. Seu símbolo representa o sexo masculino e sua forma remete à lança, arma muito utilizada por Ares e um de seus símbolos.

É o amante de Afrodite, deusa a qual tivera sua mão dada a Hefesto. Algumas vezes já foi pego em flagrante junto a Afrodite, como no caso da rede de ouro, quando Hefesto supostamente sai a trabalho e deixa a mulher sozinha em casa. Pouco tempo depois, Ares chega e, ao deitar com a amante, é surpreendido junto a ela sendo capturado por uma rede. Após algum tempo sendo alvos de risadas dos outros deuses, os quais haviam sido chamados pelo deus ferreiro para presenciarem os amantes na cama, eles são libertados por Hefesto, quando Zeus faz um apelo ao enteado. Após esse episódio, devido à comentários feitos pelos outros deuses, Afrodite ainda deita-se com Poseidon, gerando Érix, e com Hermes, gerando Hermafrodito.

Com Afrodite, Ares teve três filhos: Deimos, Harmonia e Phobos.

As duas luas de Marte possuem os nomes dos deuses gregos filhos de Ares, sua forma grega. São elas Phobos e Deimos.

Deimos (Δεῖμος): deus do pânico de um modo geral, lutava ao lado de seu pai e seu irmão Fobos, fazendo tropas inteiras entrarem em pânico, conseguindo fazer com que se dispersassem-se rapidamente.

Fobos ou Phobos (φόβος): deu origem à palavra fobia, era deus desse tipo de medo, e no campo de batalha, incutia medo no coração dos combatentes, fazendo-os fugir.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Por Trás dos Planetas - Terra

Seguindo a ordem planetária, deixo com vocês a pequena postagem do nosso planeta.

Seu nome vem do nome romano da deusa Gaia, deusa da guerra. Uma das deusas primordiais segado a Teogonia de Hesíodo, surgida junto a Eros e Nyx quando o Caos se organizou. Gerou Urano, e junto a ele teve os hecatônquiros, os ciclopes, os titãs e as erínias, quando o sangue de seu marido mutilado por Cronos caírem sua superfície.

Seu único satélite, a Lua, foi associado primeiramente à deusa Selene, motivo pelo qual os hipotéticos habitantes da lua são chamados selenitas. Após Selene, a deusa associada à lua foi a deusa virgem da caça Ártemis.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Por Trás dos Planetas - Vênus


Continuando a série "Por Trás do Cotidiano - Planetas", trago o segundo planeta do sistema solar, Vênus.
Assim como Mercúrio, Vênus não possui luas, motivo pelo qual essa postagem também será pequena.

Seu nome vem da deusa romana da beleza e do amor, para os gregos chamada de Afrodite. Em algumas versões, Afrodite era filha de Zeus, e em outras havia vindo dos genitais de Urano jogados ao mar, quando este fôra capado por seu filho Cronos, que desejava governar a mãe, a Terra. Era casada com Hefesto, o deus ferreiro aleijado, mas sempre o traía com o deus da guerra Ares. Sua nomeclatura vem do fator do planeta ser o mais brilhante de todos os astros da Antiguidade, fazendo alusão à beleza, esfera de poder de Vênus. Seu símbolo representa o espelho de Afrodite.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Por trás dos Planetas - Mercúrio

Começando agora com uma série de postagens paralela à história de Héracles e outros contos variados, venho com um assunto corriqueiro e que muitas pessoas nunca prestaram atenção... Não sei se fizeram tal ligação, mas os planetas possuem mitologia em seus nomes, sendo esses nomes vindos de deuses da mitologia romana.
Primeiramente, apresento-lhes:

Mercúrio

Seu nome vem do deus romano mensageiro e das finanças, assimilado a Hermes após a conquista da Grécia por Roma. Na mitologia, Mercúrio era considerado o mais rápido dos imortais que com a ajuda de suas sandálias aladas fazia todas as entregas necessárias e entregava todas as mensagens pedidas. Assim como o deus, o planeta possui um rápido movimento no espaço, justificando sua nomeclatura. O símbolo representa uma versão ornamentada do caduceu de Mercúrio.

Bom, as próximas postagens do tema serão maiores, abordando tanto o nome dos planetas como suas luas, e como Mercúrio e Vênus não possuem luas, esta postagem e a próxima serão apenas sobre a origem do nome do planeta. Espero que tenham gostado da curiosidade.