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sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Árion e Despina

Este conto envolve duas divindades da natureza em um caso de amor nada convencional.


Quando a filha Perséfone é raptada, Deméter passa a vagar pela Terra a procura da filha. Muitos deuses, nesse tempo, passam a cortejá-la, todos sem sucesso em suas tentativas. Porém, um deus não aceita a recusa e começa a persegui-la. Deméter se metamorfoseia em um cavalo para fugir do deus dos mares e se mistura à uma manada nessa tentativa. Poseidon, por ser o criador dos cavalos, consegue perceber aquela que não era originalmente uma égua e, sob a mesma forma animal, possui relações com Deméter.

A deusa, indignada com tal atitude, deixa o Olimpo. As terras deixam de ser férteis e a Fome passa a reinar, pois sua deusa antagônica deixara seu trabalho de lado. Após vários apelos de Zeus para que ela voltasse a reinar sobre as terras, que Deméter aceita.

Ela vai até o rio Ládon se banhar, devido ao fato do rio ser capaz de apagar mágoas e ressentimentos. Nesse momento, Deméter dá a luz a dois filhos, uma criança e um cavalo, chamados Despina e Árion, respectivamente.

Árion
Era um cavalo de crinas azuis, nascido com o poder da fala e de ver o futuro. Talvez o cavalo terrestre, mais rápido da mitologia grega, possuía o dom de salvar os heróis rapidamente e com bravura, e levá-los para locais seguros longe do perigo.

Em "O Filho de Netuno", livro ed Rick Riordan, Árion é um cavalo muito selvagem capturado pelas amazonas. Ele não deixa ninguém chegar perto dele, porém quando Hazel chega perto dele, ele permite que ela o acaricie. O resto apenas lendo o livro.

Despina
Após ter Despina, Deméter continua sua busca por Perséfone, deixando a nova filha à própria sorte. Poseidon também nada sabia ou se importava com a filha. A criança foi encontrada e cuidada por um titã. Representa o inverno, o contrário à sua meio-irmã. Ao passo que durante a primavera Deméter e Perséfone cuidavam da natureza, quando o inverno chegava Despina acabava com o trabalho da mãe e da meio-irmã. Odiava também Poseidon, e durante o inverno congelava os lagos. Assim, possuía pleno poder sobre os domínios de seus pais.

domingo, 9 de outubro de 2011

Tânatos (θάνατος)




Deus da morte, filho de Nyx e Érebo.  Possuía um irmão gêmeo, Hipnos, o deus do sono. Tal irmandade pode ter a relação de que muitas vezes, a morte dá a impressão de estarmos dormindo.

Muitos tomam o deus Hades como o deus da morte, é até um engano comum, tendo em vista que tal deus cuida das almas quando elas morrem. Porém, vale lembrar que sem a Morte, não há almas no submundo. Tânatos se encarrega de levar as almas para o Hades, onde elas serão julgadas e com tal julgamento, se decide se terão sofrimento eterno, uma vida pós-morte normal, ou abençoada.

Muitas vezes o deus foi impedido de realizar seu trabalho. Quando Héracles visitava seu amigo Admeto, um fato horrível havia acontecido. Alceste, mulher de Admeto, havia morrido, e estava a Morte para vir buscá-la. Hércules se esconde antes que o deus chega, e ao vê-lo vindo buscar a amada de seu amigo, ele se joga sobre Tânatos. Tânatos se indigna e pensa em dar uma lição no herói que interpôs seu caminho. Porém, ao começar a lutar com ele, fica impressionado com sua força. Ele tenta soprar seu hálito mortífero no adversário, mas não dá certo. Após mais duas ou três vezes, Hércules pega Tânatos pelo pescoço e obriga-o a devolver a vida de Alceste. Tânatos, mesmo sendo imortal, estava sendo sufocado, então concorda com a condição, e revive a mulher de Admeto.

Uma das outras vezes em que Tânatos foi impedido de realizar seu trabalho fora esta. Sísifo era o rei de Corinto. Certa vez, vê uma águia, mais um dos disfarces de Zeus, raptando a filha do deus rio Asopo, Egina. Pouco tempo depois, o deus vem perguntá-lo sobre o paradeiro da filha, e Sísifo fala sobre a grande águia, que na verdade era o deus dos deuses. Tal atitude deixa Zeus com raiva, e o deus dos deuses manda Tânatos para levar Sísifo ao submundo. Porém, ao que a Morte chega, o rei começa a elogiá-lo por sua beleza, e Tânatos, como todo bom deus grego vaidoso, cai na do rei. Ele oferece ao deus um colar, e apenas após ele ser colocado, que Tânatos percebe que o colar na verdade era uma coleira. Sísifo o aprisionara, e a partir disso, as almas começaram a não mais ir para o Hades. Ares, revoltado com o fato de que as guerras não faziam mais nenhuma vítima fatal, e tomando conhecimento do desaparecimento de Tânatos, procura-o até achar. Assim que vê o deus da morte acorrentado, ele liberta-o e Tânatos providencia a morte do rei. Porém o rei havia combinado com a esposa que não colocasse em seus olhos as moedas para pagar a travessia de Caronte, o barqueiro do mundo inferior. Assim, Hades não tem opção senão deixar Sísifo voltar à vida. Assim, Sísifo só volta ao Hades ao morrer de velhice. Para impedir que o recém finado não trame mais alguma coisa, Zeus o condena a empurrar uma pedra de mármore por toda a eternidade, pois a pedra, quando quase chegava ao topo da montanha, rolava montanha abaixo.