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Por Trás do Cotidiano

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domingo, 16 de dezembro de 2012

Ares (Ἄρης)


Deus grego da guerra, é tido como filho de Zeus e Hera, sendo o único homem que Zeus tivera. O local de seu nascimento é confuso, mas após vários autores colocarem que seu local preferido no mundo era a Trácia, lá também foi colocado seu lugar de nascimento. Era representado como um deus belo, de corpo esbelto e forte. Porém, para balancear tais características positivas, era representado como sanguinário, bárbaro e estúpido. Seus símbolos eram a lança, instrumento o qual serve para matar, e o abutre, animal que come a carne dos mortos após uma batalha.

Era odiado por quase todas as divindades, inclusive seus pais. Porém, apenas uma não via-o como um sanguinário estúpido: a deusa do amor e da beleza sensual Afrodite, mulher de Hefesto. Por ver apenas o superficial do deus, ela achava-o atraente. Com ela, Ares teve seis filhos: Phobos, Deimos, Harmonia, Adrestia, Eros* e Anteros. A primeira filha dessa relação adúltera, Harmonia, sofre pelas ações do pai e da mãe. Como quem não quer nada, Hefesto oferece um colar à deusa. Porém, como queria punir os pais dela, tal colar que ele dera era amaldiçoado, e envenenara toda a sua linhagem, inclusive o fim de sua vida, momento no qual ela e Cadmo, seu marido, deixa o mundo dos homens para virarem serpentes. 

Seus dois filhos Phobos e Deimos ajudavam-no, junto a Éris, em suas guerras. Enquanto Éris, a deusa da discórdia, semeava esta pelos campos de batalha, Phobos, deus do medo, colocava medo no coração dos combatentes, um a um, e Deimos, deus do pânico, fazia com que, em pânico, a outra tropa batesse em retirada rapidamente.

Vivia pela e para a guerra, não ligava para o motivo dos lados para estarem guerreando contanto que houvesse a guerra, e por isso tentava sempre provocar uma guerra a qualquer custo. Devido a isso ele facilmente prometeu estar ao lado dos gregos na guerra de Tróia e passou para o lado troiano. Porém, mesmo sendo deus da guerra, ele não leva a melhor em muitas delas, pelo contrário. 

Quando os gigantes Aloídas ameaçaram invadir o monte Olimpo, Ares tentou lutar com eles, apenas para terminar preso por eles e salvo tempos depois. Quando Tifão atacou o monte Olimpo, o deus da guerra foi um dos primeiros a fugir da luta, e deixá-la para outros deuses. Quando Hefesto prende Hera na cadeira e o meio irmão tenta ir lá buscá-lo para trazê-lo ao Olimpo, o deus coxo consegue acabar com ele. Fora isso, ainda perdeu para Diomedes, durante a Guerra de Tróia, e perdeu também para Héracles, quando este assassinou seu filho Cicno. Fora quando tentava lutar com Atena, batalhas nas quais sua derrota sempre fora inevitável.

Com tais atributos, não é de se admirar que os gregos, que prezavam pelo intelecto, odiassem-o. Porém, ao tornar-se Marte em Roma, seu papel mudou. Junto a várias outras divindades de outras culturas além de Ares, como a celta e a etrusca, por exemplo, Marte surgiu. E, como a sociedade romana era belicosa, Marte, o qual antes de sua expansão era um deus da fertilidade e defensor dos castelos e campos, vira deus da guerra com a expansão do império e o segundo deus mais importante de Roma, após Júpiter.

E se na Grécia Ares compartilhava a arte da guerra com Atena, em Roma esse papel era apenas de Marte, pois Minerva era deusa apenas da sabedoria, da tecnologia e das artes. Junto a ele havia Belona, uma deusa da guerra a quem era atribuída o papel de irmã, amante ou até mãe do deus. Também Juno pode ser considerada sua mãe, tendo ele após cheirar uma flor dada a ela pela deusa Flora, apesar de não ser confirmado. Acreditava-se que o fundador de Roma, Rômulo, e seu irmão, Remo, eram filhos de Marte com uma mortal chamada Réia Silvia. Por isso, acreditava-se que todos os romanos eram descendentes de Marte.


Por trás do cotidiano

Ainda hoje Ares e Marte permeiam a vida da sociedade. Ares apenas com o símbolo da masculinidade, o qual representava sua lança. Em contrapartida, Marte dá seu nome a várias coisas, como o nome do planeta, de seus habitantes, os marcianos,  do primeiro mês do mundo romano, Março, das artes da guerra, as artes marciais, e do terceiro dia da semana em algumas línguas, como martes, em espanhol, martedi, em italiano e mardi, em francês.


*(Segundo algumas versões Eros é filho de Ares, e não um deus primordial. Assim também como outras colocam dois Eros na linha genealógica grega, um primordial e este em questão.)

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Por Trás dos Animes - Mitologia em Mirai Nikki


Mais uma vez, os animes aparecem com muitas bases mitológicas, leia mais sobre esse.

Enredo: A história começa com um garoto, Amano Yukiteru, o qual possui problemas em fazer amigos em sua escola. Assim, solitário, ele começa a tornar-se um observador das situações ao seu redor, e escrevê-las em seu celular, tornando-o um diário. Atormentado por sua solidão, Yukiteru começa a sonhar com um ser chamado Deus X Machina, lorde do tempo e do espaço. Vendo como Yukiteru estava em sua depressão, Deus dá ao seu diário o poder de prever o futuro. Yukiteru então começa a abusar de seu poder, chamando a atenção de outras pessoas. Assim que passa a ser perseguido por sua colega de classe Yuno após ela revelar ser uma dona de diário, e quase morrer nas mãos do Terceiro, que também é um dono, Yukiteru percebe que não é o único a ter o poder da visão do futuro. Ao questionar Deus, Yukiteru tem a resposta: o jogo possui ele, Yuno e mais dez jogadores, todos competindo pelo posto de deus. Depois de tal revelação, Yukiteru forma uma aliança com Yuno e tenta vencer esse jogo de sobrevivência.



Já em sua abertura, o anime mostra que possuirá algo relacionado à mitologia, ao colocar o nome dos doze deuses romanos em latim. Os personagens possuem também relação com a mitologia, leia a seguir.

Atenção: Postagem com revelações sobre o enredo, caso não tenha lido e não queira saber, não leia.

Amano Yukiteru: Protagonista masculino da história, possui o diário aleatório, o qual diz o futuro ao seu redor. É baseado no deus romano Júpiter, o Zeus grego. Contudo, no início da história, diferentemente do deus, Yukiteru é indeciso, e dependente de Yuno várias e várias vezes, assim como comumente Zeus dependera de Hera. Com o passar do tempo, Amano torna-se mais frio e calculista, tomando o posto de líder. Ao final da história, junto a Yuno, sucede Deus X Machina como deus do tempo e espaço.

Gasai Yuno: Uma das personagens femininas principais, tem o diário do Yukiteru, um diário o qual diz tudo sobre ele. Possui base na deusa Juno, correspondente à grega Hera. É a segunda dona de diário e possui uma relação com Yukiteru, mesmo que meio conturbada. Bonita e inteligente, por muitos estudantes é tida como um modelo, assim como muitas vezes ocorre a Hera. Também aludindo à deusa, é ciumenta(beirando a possessividade) com Yukiteru e não pensa duas vezes em matar qualquer uma que chegue perto dele, representando a rivalidade que Hera possuía com as amantes de Zeus, a exemplo Io e Calisto.

Hiyama Takao: O primeiro do jogo a ser morto, Takao possui o terceiro diário, o diário do assassino, o qual diz suas próximas vítimas, tendo em vista ele ser um assassino. Em sua pequena relação com o deus Vulcano, representação romana do Hefesto grego, Takao mostra grande habilidade manual, ao criar sua máscara e seu colete, os quais protegem sua identidade e sua vida, respectivamente.

Kurusu Keigo: O quarto dono de diário, possui o diário investigativo, o qual ajuda em seu trabalho, por ele ser policial. Na história mostra-se como aliado de Yukiteru e Yuno, na busca de um modo para salvar os outros donos da morte. Porém, devido a acontecimentos no decorrer do enredo, ele volta-se contra os protagonistas, e ao ver que não conseguiria matar crianças, opta por quebrar seu diário, o que resulta em sua morte. Apesar de mostrar vários detalhes das investigações, o diário investigativo de nada serve caso Keigo não esteja envolvido em uma. Sua base mitológica é Mercúrio, o deus grego Hermes, talvez devido ao fato de por ser mensageiro dos deuses, o deus ter de investigar várias situações diferentes.

Houjou Reisuke: Apesar de ser apenas uma criança, é o quinto dono de diário. Possuindo o diário da super visão, ele é capaz de visualizar em seu livro de colorir os acontecimentos de três momentos do dia de uma vez. É muito inteligente e possui uma mente diabólica. Após Yukiteru e Yuno terem acabado com o culto liderado pela Sexta, os pais de Reisuke estão entre os que cometem suicídio. Ao tentar matar os protagonistas, Reisuke diz não amar os próprios pais devido à sua rejeição, mesmo isso sendo desmentido por ele mais tarde. Sua base é a deusa Ceres, a grega Deméter, podendo as analogias serem percebidas devido ao fato de em grego "Δήμητηρ" poder ser separado em "H ημητηρ", ou seja, "a mãe", demonstrando seu valor pela família. Assim como quando Deméter perde Perséfone, Reisuke também fica desolado ao perder seus pais, procurando vingança. Sua personalidade diabólica pode ser vista na deusa, quando ela pune alguma região com o inverno ou com a escassez de alimento.

Kasugano Tsubaki: Sexta participante, nascida com apenas parte de sua visão, é a líder do culto Omekata. Seu diário é o diário da clarividência, um pergaminho no qual é anotado o que seus seguidores vêem. Quando seus pais morreram em um acidente de carro, Tsubaki foi parte de um ritual, onde vários homens abusaram de seu corpo. Assim, a única coisa à qual ela se prendia para manter sua sanidade era uma bola, dada a ela por sua mãe. Porém, após perdê-la, passou a almejar tornar-se deus, para acabar com o mundo o qual havia a abandonado. É baseada em Perséfone, filha de Deméter e Zeus, a qual foi raptada por Hades e levada para longe da mãe. Lá, ela também perde sua ingenuidade sexual, após tornar-se rainha do submundo ao lado de Hades, o mesmo ocorrido a Tsubaki antes de tornar-se líder do culto.

Isubaka Maruko e Mikami Ai: Originalmente tidos como dois usuários, o casal na verdade participa no jogo como apenas um participante: os sétimos. Inicialmente, o diário de Maruko é o diário do lutador invencível, que diz como ele atacará o oponente, e o de Ai é o diário do flerte, que mostra is próximos com quem ela irá flertar. Porém, após a torre de celular ser desativada e os celulares do casal perderem o poder, eles revelam serem verdadeiros donos, não apenas receptores do sinal do diário de Kamado, feito com a ajuda de Bacchus. O diário de Maruko permite-o cuidar de Ai, capaz de prever tudo o que colocasse-a em perigo. Já o diário de Ai permitia que ela cuidasse de Maruko, ambos formando assim o diário da troca, que revela o futuro um do outro. Quando Ai encontra seu final ao decorrer do jogo, Maruko não tenta salvar-se, sem conseguir viver sem Ai. Assim, ele deixa que Yukiteru pegue o paraquedas para saltar do prédio em destruição onde estavam. O casal é baseado em Marte e Vênus, deuses romanos da guerra e do amor correspondentes a Ares e Afrodite, respectivamente. Tal relação pode ser percebida em seus diários, onde os primeiros referiam-se a golpes de luta, facilmente relacionados a Marte, e flertes, habilidade amplamente utilizada por Vênus em variados contos. Já o segundo diário de ambos alude ao caso amoroso de Marte e Vênus na mitologia.

Ueshita Kamado: A oitava dona de diário é dona também de um orfanato, chamado "casa da mãe", onde Maruko e Ai cresceram. Não possui nenhum interesse no jogo, por temer deixar os órfãos sem ninguém, e possui o diário do servidor, o qual, como servidor emula um "sinal" para que outras pessoas possam tornarem-se usuários intermediários, podendo ter seu próprio diário. Ao ver a morte chegar, Kamado pede a Yukiteru que ganhe o jogo e que crie um mundo no qual as crianças não tenham preocupações. Sua base mitológica vem de Vesta, deusa romana correspondente à grega Héstia, divindade do lar e da família. Na mitologia, para proteger o lar (o Olimpo) ela algumas vezes abdicou de direitos os quais possuía, sendo um deles seu trono no Olimpo, enquanto no anime Kamado demonstra preocupação com sua família, os órfãos. Também como a deusa, Kamado opta por não participar do jogo efetivamente, assim como Héstia não participara na Titanomaquia.

Uryuu Minene: Segunda protagonista feminina, é a nona participante do jogo, sendo uma terrorista, e entra efetivamente na história quando realiza um atentado à escola de Yukiteru. Possui o diário da fuga, o qual dá a ela a melhor rota de fuga quando a situação em questão é perigosa. No terrorismo, é uma astuta inimiga da polícia, demonstrando alta perspicácia para cometer seus atos. No quesito amoroso, Minene sempre se achou superior a tal sentimento, deixando a companhia masculina de lado, até ser balançada ao conhecer Masumi Nishijima, policial o qual procurava capturá-la. Porém, ele acaba por morrer no segundo mundo, e Minene fica com o Nishijima do terceiro mundo. Em alusão à esse sentimento contrário ao contato com os homens, junto às suas grandes estratégias, tanto para ataques quanto para fugas, e seu diário da fuga, tal personagem é baseada na deusa Minerva, deusa romana correspondente à grega Atena, deusa da sabedoria e estratégias de guerra. Junto a isso, seu último nome em japonês possui o kanji para chuva(雨), kanji o qual representa Netuno, o Poseidon grego, no Dii Consentes, os doze deuses do panteão romano.

Tsukishima Karyuudo: Pai de Hinata, uma das amigas de Yukiteru, é o décimo dono de diário. É um criador de cachorros, e por ter grande devoção ao que faz, acaba negligenciando seus deveres familiares. Possui o diário da criação, o qual permite-o comandar todos os seus cachorros, dando ordens e localizações a eles. Devido a tal devoção para com seus animais, e à especificidade de seu diário, sua base mitológica é Diana, deusa romana da caça e da lua, sendo Ártemis sua forma grega.

Bacchus John: O último a ser introduzido no jogo e governador da cidade de Sakurami, é na verdade o criador do jogo, dando tal ideia para Deus, para a decisão de seu sucessor. Possui o diário da observação, o qual permite a ele ver todos os dados presentes nos outros diários. Com uma alusão em seu nome, e nos instantes finais de sua vida, onde ele pensa estar insano, é baseado no deus romano do vinho, das artes teatrais e da sanidade Baco, o Dionísio grego.

Hirasaka Yomotsu: Décimo segundo participante do jogo, é um insano "justiceiro" cego, que possui a própria interpretação, considerando justiça como aquele que ganha, Possui o diário da justiça, um gravador que diz a ele quais feitos maléficos serão realizados, e que pode hipnotizar pessoas a partir de ilusões. É baseado no deus romano do submundo Plutão, o grego Hades. Em grego "Άιδης", em uma tradução primitiva Ά - não e ιδης - ver, pode sugerir o fato de Yomotsu ser representado como uma personagem cega.

Akise Aru: Segundo protagonista masculino, é introduzido na história após Yukiteru mudar de escola, pois a primeira fora explodida por Minene. Primeiramente uma pessoa normal, Akise não participava do jogo. Por gostar de investigações, ele começa uma em torno de Yukiteru, e mais adiante recebe de Kamado o diário detetive, o qual pode realizar "profecias" baseado nos dados de outros diários. É bissexual, e demonstra interesse em Yukiteru, Minene e Tsubaki. Isso, junto ao seu diário, mostra sua alusão ao deus romano Apolo, o qual foi "importado" dos gregos pelos romanos, devido ao fato dos últimos não possuírem um deus com as especificações de Apolo.

Amano Rea: Mãe de Yukiteru, possui uma relação muito próxima com ele. Devido a seu nome e ao fato de ser mãe de Yukiteru, o qual tem relação com Júpiter, é baseada na deusa grega Réia, mãe do Zeus grego e mulher de Cronos.

Amano Kurou: Pai de Yukiteru, divorciado de Rea devido a um grande débito obtido. Aparece na história tentando pagá-lo quebrando o celular do filho, o que resultaria na morte do mesmo. Devido a ser pai de Yuki e à situação do diário, tentando fazer tudo para quebrar o celular e ter sua vida confortável, Kurou é baseado no deus grego Cronos, o romano Saturno, titã do tempo e pai de Zeus, o Júpiter romano.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Por Trás dos Planetas - Júpiter


Seguindo a ordem planetária, aterrissamos em Júpiter. Tal planeta não ganhou seu nome em vão pois, além de ser o maior planeta do sistema solar, remetendo ao deus romano governante dos outros deuses, ele também é o que possui mais luas, sendo no panteão greco-romano, o que mais teve amantes. Júpiter foi, na mitologia romana, o deus dos deuses, deus dos raios e trovões, o senhor dos céus, comparado ao Zeus grego. O símbolo do planeta remete à arma utilizada pelo deus, seu raio-mestre, forjado pelos ciclopes. A seguir, há a lista de nomes e histórias de suas luas.

Adrastéia: Junto à ninfa-cabra Amaltéia, e à ninfa Ida, cuidou de Zeus quando este lhe foi entregue por Réia, buscando salvar seu filho de ter o mesmo destino de seus outros cinco filhos, ser devorado pelos marido Cronos.

Amaltéia: Ninfa-cabra que, junto a Adrastéia e Ida, cuidou de Zeus, escondendo-o de Cronos e amamentando-o com seu leite. Em certa brincadeira com o pequeno, perde um dos chifres, o qual é transformado pelo deus em uma cornucópia, fornecendo às ninfas qualquer alimento pedido. Quando Amaltéia morre, Zeus  utiliza sua pele para forjar seu fiel escudo, chamado Aegis.

Calícore: Uma das dezoito Ménades, nome dado às sacerdotisas do deus Dionísio.

Calisto: Filha de Licaón e uma das amantes de Zeus. Possuía um filho, chamado Arcas. Por ser jovem e bela, Calisto atraíra a atenção do senhor dos deuses, fazendo ele deitar-se com ela. Porém, assim como mulheres jovens e belas não escapam aos olhos do soberano dos céus, as traições do mesmo não escapam aos olhos de Hera, sua ciumenta esposa. Dessa maneira, Hera castiga Calisto, transformando-a em um urso. Contudo, mesmo em forma de urso, Calisto tentava continuar agindo como sempre fizera, andando sobre duas patas e mantendo-se o mais ereta possível. Sem sorte em voltar à sua forma humana, Calisto vê Arcas caçando e aproxima-se para abraçar o filho. Sem reconhecer a mãe e temendo pela própria vida, Arcas ergue sua lança contra o animal. Percebendo a tragédia que estava para acontecer, Zeus eleva os familiares ao céu, transformando Calisto na constelação da Ursa Maior e Arcas em seu guardião, a Ursa Menor.

Cilene: Ninfa oréade ou náiade, as vezes tida como filha de Oceano e Tétis, mesmo sem estabelecimento maior sobre tal relação.

Coré: Outro nome designado à deusa da primavera Perséfone. Filha de Zeus e Deméter, foi raptada por Hades, pois este, encantado com sua beleza, raptou-a e, na estadia da sobrinha no submundo, fez com que ela comesse algumas sementes de romã. Assim surgiram as estações, sendo verão quando Perséfone está com a mãe e inverno quando ela está no Hades. Foi durante a busca por Perséfone que Deméter teve com Poseidon Árion e Despina. A deusa da primavera é chamada Coré quando é representada como filha de Deméter e de Perséfone quando é mostrada como esposa de Hades.

Elara: Outra das amantes de Zeus. O deus dos deuses, para escondê-la da ira de sua mulher, abriga-a nas profundezas da Terra, nas entranhas de Gaia. Ela dá a luz a Tício, o qual, após tentar violentar Leto, é morto por Apolo e Ártemis, sendo no Hades condenado a ficar esticado com um abutre comendo seu fígado, assim como já ocorrera a Prometeu.

Esponda: A sétima das Horas, deusas que representavam o dia, trabalhando junto a Hélios. Não confundi-la com sete horas. Representava a hora das libações após a refeição.

Eurínome: Junto a Zeus, foi a mãe das Cárites, chamadas* Aglaia, Tália e Eufrosina.

Europa: Princesa da Fenícia, irmã de Cadmo. Como muitas outras, a princesa atrai a atenção de Zeus, o qual transforma-se em touro e aproxima-se da jovem, induzindo-a a subir nele. Europa sobe no touro, sem saber que na realidade ele era um deus. Rapidamente, Zeus atravessa o rio a nado, ainda sob a forma de touro e com a princesa em seu dorso. Na ilha de Creta, Zeus faz amor com Europa, e dessa união surge Minos, o tirano rei de Creta. Enquanto Europa sumira, Cadmo fundara a cidade de Tebas. A história da criação do signo de touro é relacionada a Europa.

Ganímedes: Príncipe de Tróia, por quem Zeus apaixonou-se. O deus transforma-se em uma águia e rapta-o, possuindo-o em pleno vôo. O jovem é levado ao Olimpo, e passa a servir o néctar aos deuses, substituindo Hebe, quando a mão desta é dada à Héracles. É em seu conto a origem para o signo e constelação de aquário.

Hegemone: Uma das duas Graças cultuadas pelos atenienses.

Herse: Uma das três filhas do rei ateniense Cécrope I. Segundo a lenda, as três receberam um baú entregue por Atena, sob estritas ordens de não abri-lo. A última das irmãs obedeceu, porém a curiosidade tentou as outras duas, as quais acabaram sucumbindo a ela. Após verem o conteúdo do jarro, ambas são levadas à loucura e suicidam jogando-se da Acrópole. O filho de Herse e Hermes, Céfalo, foi um dos jovens raptados pela deusa Eos, por motivos de amor.

Jocasta: Mãe de Édipo. Casada com Laio, rei de Tebas. Quando Édipo nascera, um oráculo profetizara que a criança mataria o próprio pai e casaria-se com sua mãe. Assim, Laio manda a criança ser abandonada em um monte. Porém, logo ela é encontrada por um pastor, que o cria como seu próprio filho. Após crescer e consultar o oráculo, Édipo ouve a mesma profecia dita ao seu pai. Achando que o casal que o criara eram seus pais biológicos, Édipo foge de casa. Em sua caminhada, ele encontra um homem no bosque, e diante de sua ordem para que saísse da frente, Édipo briga com ele e mata-o. Continuando seu caminho, ele é abordado pela Esfinge, monstro o qual aterrorizava a cidade de Tebas. Ela lança seu enigma, dizendo que se lê conseguisse resolvê-lo, poderia seguir seu caminho. Porém, se falhasse, teria o destino de tantos outros, a morte. A Esfinge então diz o desafio: "Qual o ser que caminha com quatro pernas de manhã, duas a tarde e três a noite?". Após pensar, Édipo responde: o homem, pois engatinha quando criança, anda sobre as duas pernas durante a juventude e utiliza uma bengala quando velho. Com seu enigma resolvido, a Esfinge pula de um penhasco para encontrar a Morte.
Ao chegar na cidade, Édipo é aclamado e feito rei dela, casando-se com a rainha Jocasta e tendo quatro filhos com ela. Após um tempo com Édipo como rei, uma peste assola Tebas. Édipo vai até o oráculo buscando a resposta, e lhe é dito que a praga só seria aplacada após o assassino de Laio ser punido. Ligando os fatos, Édipo descobre ser ele o assassino, e que Laio, seu verdadeiro pai, era o homem que ele matara no bosque. Com essa verdade, Jocasta comete suicídio e Édipo se cega, além de ser banido da cidade. Após duas saída, seu irmão Creonte apodera-se do trono e cuida dos filhos de seu irmão, a pedido do mesmo.

Leda: Rainha de Esparta, esposa do rei Tíndaro. Após Zeus transformar-se em cisne e seduzi-la, Leda chocou dois ovos, dos quais nasceram Clitemnestra, Cástor, Pólux e Helena. Mesmo esses dois últimos sendo filhos do deus dos deuses, Tíndaro adotou-os e os criou como seus próprios filhos. Cástor e Pólux deram origem ao signo de gêmeos, devido ao fato de serem inseparáveis.

Lisitéia: Uma das filhas de Oceano e mais uma das amantes de Zeus. Pode também ser outro nome para Sêmele, a amante de Zeus que fora induzida por Hera a pedir para Zeus amá-la em sua divina forma. Após ser incinerada, Zeus coloca o feto, que mais tarde viria a ser Dionísio, em sua coxa, até ele nascer.

Métis: Titânide filha de Tétis e Oceano, chamada Prudência pelos romanos. Foi a primeira esposa de Zeus, e ajudou-o a fazer o pai Cronos vomitar os outros filhos, que estavam em seu estômago. Métis tentou várias vezes escapar de Zeus, porém sem sucesso. Assim, mais uma das amantes do deus dos céus estava grávida. Porém, após esse fato, Gaia adverte Zeus que a primeira cria de Métis seria uma mulher, com força e sabedoria iguais as dele. Porém, se Métis viesse a ter um segundo filho, ele seria rei de homens e deuses. Temendo por seu poder, assim que encontra Métis novamente, Zeus engole-a. Porém, após anos, quando já estava casado com Hera, o deus sente uma terrível dor de cabeça. Ele chama Hefesto, e o ferreiro quebra a cabeça do deus dos deuses. De lá, sai uma deusa com armadura completa: Atena, a deusa da sabedoria e estratégia de batalha.

Mnemósine: Uma das titânides, filha de Urano e Gaia. Personificava a memória, em contrapartida a Lete, divindade do esquecimento. Dizia-se que ela era a única a não ser influenciada por Cronos, pois afinal o tempo passa, mas a memória é preservada. Junto a Zeus, foi genitora das Musas, em uma relação já explicada anteriormente.

Pasífae: Mais uma das amantes de Zeus. Para conquistar e conseguir uma donzela, chamada Europa, Zeus se transforma em um touro e vai até ela, dando indícios de que ele a deixaria subir nele. Assim que Europa sobe no touro, sem saber que este era um deus, Zeus atravessa o rio nadando, ainda sob a forma do animal. Chegando à ilha, a fecunda.
Dessa união surge Minos. A segunda parte da lógica do nome e do símbolo do signo é essa: Minos pede à Poseidon que o faça rei dos mares e em troca sacrificaria um dos touros de sua manada. Poseidon faz sua parte no acordo, mas na vez de Minos, o rei tenta enganar o deus e sacrifica um touro de segunda categoria.
Com uma afronta dessas, Poseidon fica furioso e pede ajuda a Afrodite em sua vingança. Afrodite induz Pasífae, mulher de Minos, a amar um touro branco da manada do marido, o qual deveria ter sido sacrificado ao deus dos mares. Porém, como levar adiante esse amor sendo ela humana e ele um animal?
Desesperada, Pasífae pede ajuda a Dédalo, o famoso construtor do labirinto do Minotauro, monstro que coincidentemente é filho da rainha. Dédalo cria um jeito de Pasífae se unir ao touro, uma espécie de vaca que permitisse, com Pasífae em seu interior, tal feito.
Desse união surge o Minotauro, a segunda das possibilidades de origem do signo de touro.

Taigete: Uma das Plêiades, as sete filhas de Atlas e Pleione(as vezes numeradas como quinze*). Eram deusas dos bosques, montes, rios e campos. Segundo a lenda, quando atraíram o interesse masculino de Órion e este começou a persegui-las. Cansadas de fugir do caçador, elas pedem ajuda a Zeus, que as transforma em uma constelação. Quando Atlas foi condenado a sustentar o céu nos ombros, seu único consolo era ver suas filhas brilhando no céu.

Tione: Outro dos nomes de Sêmele. Após Hera tomar conhecimento sobre ela, a deusa induz a mortal a pedir que Zeus ame-a em sua verdadeira forma. Sêmele faz isso, e devido ao fato de Zeus ter jurado  pelo Estige que realizaria o desejo da amante, ela tem seu pedido realizado. Zeus coloca o feto de Dionísio na coxa, e lá deixa-o até que o deus nasça. Após se desenvolver e virar um deus, Dionísio desceu ao Hades e tirou a alma de sua mãe de lá. Quando Sêmele foi elevada ao Olimpo, recebeu o nome de Tione.


*Assim como vários outros seres, seus nomes e número variam de acordo com cada região, autor, etc.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Por Trás dos Planetas - Marte


É o deus romano das guerras, equivalente ao grego Ares (Ἄρης), filho de Zeus (o romano Júpiter) e Hera (Juno) e irmão de Hebe, Hefesto e Ilítia, sendo Hefesto por parte de mãe apenas e Ares, Hebe e Ilítia por pai e mãe. Tal planeta fora assim nomeado devido à sua coloração vermelha, cor a qual lembra muito a guerra e sentimentos exaltados. Seu símbolo representa o sexo masculino e sua forma remete à lança, arma muito utilizada por Ares e um de seus símbolos.

É o amante de Afrodite, deusa a qual tivera sua mão dada a Hefesto. Algumas vezes já foi pego em flagrante junto a Afrodite, como no caso da rede de ouro, quando Hefesto supostamente sai a trabalho e deixa a mulher sozinha em casa. Pouco tempo depois, Ares chega e, ao deitar com a amante, é surpreendido junto a ela sendo capturado por uma rede. Após algum tempo sendo alvos de risadas dos outros deuses, os quais haviam sido chamados pelo deus ferreiro para presenciarem os amantes na cama, eles são libertados por Hefesto, quando Zeus faz um apelo ao enteado. Após esse episódio, devido à comentários feitos pelos outros deuses, Afrodite ainda deita-se com Poseidon, gerando Érix, e com Hermes, gerando Hermafrodito.

Com Afrodite, Ares teve três filhos: Deimos, Harmonia e Phobos.

As duas luas de Marte possuem os nomes dos deuses gregos filhos de Ares, sua forma grega. São elas Phobos e Deimos.

Deimos (Δεῖμος): deus do pânico de um modo geral, lutava ao lado de seu pai e seu irmão Fobos, fazendo tropas inteiras entrarem em pânico, conseguindo fazer com que se dispersassem-se rapidamente.

Fobos ou Phobos (φόβος): deu origem à palavra fobia, era deus desse tipo de medo, e no campo de batalha, incutia medo no coração dos combatentes, fazendo-os fugir.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Por Trás dos Planetas - Terra

Seguindo a ordem planetária, deixo com vocês a pequena postagem do nosso planeta.

Seu nome vem do nome romano da deusa Gaia, deusa da guerra. Uma das deusas primordiais segado a Teogonia de Hesíodo, surgida junto a Eros e Nyx quando o Caos se organizou. Gerou Urano, e junto a ele teve os hecatônquiros, os ciclopes, os titãs e as erínias, quando o sangue de seu marido mutilado por Cronos caírem sua superfície.

Seu único satélite, a Lua, foi associado primeiramente à deusa Selene, motivo pelo qual os hipotéticos habitantes da lua são chamados selenitas. Após Selene, a deusa associada à lua foi a deusa virgem da caça Ártemis.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Por Trás dos Animes - Mitologia em Pokémon


Isso mesmo, essa é a vez dos monstros de bolso! Assim como Digimon, Pokémon também possui sua base mitológica, e eu trago-a como o novo "Por Trás do Cotidiano". Afinal, junto a Digimon, Pokémon marcou a infância de muita gente, principalmente no quesito discussões sobre qual o melhor desenho. Todos lembram-se tanto da abertura cantada por Jana Bianchi, como da logo do desenho. Após algumas semanas de coleta de dados em meus aplicativos de pokedéx, vamos à postagem.

Heracross: Assim como AncientBeetlemon, Heracross é baseado no animal chamado de besouro rinoceronte ou besouro Hércules. Seu nome refere-se à sua enorme força, fazendo alusão ao herói romano de mesmo nome, correspondente ao grego Héracles, o qual destacava-se por sua grande força.

Ho-oh: Tal Pokémon possui certa comparação com a Fênix, porém a ave lendária Moltres pode ser melhor comparada à ave mitológica. Em alusão à ave, a qual possuía penas douradas, Ho-oh é também representado da mesma maneira, quando Ash o vê pela primeira vez no primeiro episódio do anime. Assim como a Fênix, Ho-oh é uma ave de fogo, lendário guardião dos cães lendários, Entei, Raikou e Suicune.

Hypno: Esse pokémon possui analogia com o deus do sono Hipnos, pai de Morfeu. Quando necessário, Hipnos mandava seus filhos deuses dos sonhos transmitirem mensagens aos humanos por meio destes. Também punia as pessoas, mandando muito sono a elas, ou fazendo-a ficar acordada enquanto bem ele bem desejasse. O pokémon é do tipo psíquico, podendo, por hipnose, adormecer ou hipnotizar as pessoas, como acontece em um dos episódios da primeira temporada. Nos episódios iniciais, Hipnos aparece, causando sono às crianças da cidade, e hipnotizando a maioria delas. (Vale destacar que o termo hipnose também vem deste deus).

Moltres: Assim como Ho-oh, Moltres é baseado na fênix, sendo mais explícita sua comparação com a ave mitológica, por possuir características muito parecidas com a fênix original. A fênix era um pássaro da mitologia grega, com penas douradas brilhantes e vida muito longa, a qual quando terminava, provocava uma combustão espontânea na fênix velha, para de suas cinzas outra nova nascer. Não existia apenas na mitologia grega, mas também na egípcia, romana, persa e outras mais.

Meloetta: Essa pokémon, a qual encanta vários com suas artes, é baseada nas Musas. Mais especificamente, em sua primeira forma, à direita, Meloetta, como cantora, é baseada em Euterpe, a musa que rege as músicas. Já em sua forma alternativa, à esquerda, como dançarina, é baseada em Terpsícore, a musa regente das danças. Assim como as deusas da mitologia, é dito que Meloetta inspira, assim como as filhas de Zeus e Mnemósine, os artistas, especificamente os músicos e dançarinos, fazendo-os criar novos trabalhos de arte e música. 

Quilava: Sua forma e seu nome podem associá-lo à Quimera, um dos monstros da mitologia que era representado muitas vezes com cabeças de cabra, de leão e de dragão, corpo de leão e cauda de serpente. Porém, em alguns jogos, desenhos e filmes, a quimera é representada como um tigre/leão em chamas, uma forma à qual o pokémon pode ser comparado.

Rapidash: Uma espécie de unicórnio de fogo. Como já dito em Unimon, os unicórnios eram cavalos com um chifre na cabeça, e eram associados à pureza e à força. Dizia-se que o unicórnio só poderia ser domado por uma virgem, por ser pura. Talvez devido à um resquício de lenda, o Pegasus é domado por Atena, conhecida não só por ser deusa da sabedoria, mas também por ser uma das deusas virgens, ao lado de Héstia e Ártemis. Em Pokémon, essas características mostram-se quando a Ponyta treinada por Lara, no episódio 33 da primeira temporada, recusa-se a deixar que Ash cavalgue-a. Porém, após Ash conseguir cavalgá-la, ela evolui para Rapidash, tornando-se uma espécie de unicórnio.

Victini: Essa criaturinha que possui orelhas em forma de "V", possui uma analogia a ser feita com seu nome. Assim como Victor Krum, Victini daz alusão à deusa alada da vitória Niké, a romana Victória. Essa deusa  é considerada a personificação da vitória após haver lutado ao lado de Zeus na Titanomaquia. Como a deusa alada, esse pokémon consegue levantar vôo a partir de sua cauda, e também diz-se que o treinador que o possui chega à vitória, devido ao fato de este pokémon gerar infinita energia aos parceiros pokémons. Assim como um deus da mitologia grega, ele é capaz de ficar invisível e mandar visões às pessoas.


P.s.: Me desculpem pela pequena postagem, mas em Pokémon não há tantas analogias e comparações a serem feitas.